Kanye West x Drake: tudo o que você precisa saber sobre a treta

Kanye West (Foto: getty images)

 

De um lado Kanye West, provavelmente o maior nome da música contemporânea. Do outro, o artista mais bem-sucedido da atualidade, Drake. Nas redes sociais, para todo mundo ver, os dois rappers milionários expuseram uma briga pública muito mal explicada nas últimas horas. Com direito a insinuações pesadas, supostas ameaças de morte, participação especial de Kim Kardashian e emojis (sim, até emojis foram motivo de controvérsia).

Tudo começou na noite desta quinta-feira (13). Após uma série de tweets amenos sobre o Natal, Kanye West passou a desabafar contra uma pessoa, sem dizer o nome dela. “Eu estou tentando me encontrar com você há seis meses, mano. Você esconde insultos nas suas músicas e depois manda mensagem para Kris (Jenner) perguntando sobre a família”, escreveu.

A indireta foi recebida por Drake. No Instagram, o rapper canadense publicou um story com várias carinhas de emoji dando risada. Foi o suficiente para fazer com que Kanye se irritasse para valer e disparasse imediatamente: “Mandando emojis enquanto eu lido com a minha m* mental. Preciso de um pedido de desculpas agora”. A briga estava só começando.

Drake reage a acusações de Kanye West no Instagram (Foto: reprodução/instagram)

 


Ameaça e Travis Scott
 

Kanye West desabafa sobre Drake no Twitter (Foto: reprodução/twitter)

 

Poucos minutos depois, Kanye voltou às redes sociais, dizendo que havia sido ameaçado de morte por Drake ao telefone. “Drake, se qualquer coisa acontecer comigo ou com a minha família, você será o primeiro suspeito. Então pare com esse papo de valentão. Nunca existiria um Drake sem um Kanye West, então que uma ameaça nunca saia da sua boca”, afirmou.

As farpas também sobraram para Travis Scott, com quem Drake divide os versos de Sicko Mode, uma das músicas mais elogiadas pela crítica no ano. De acordo com Kanye West, o namorado de Kylie Jenner “passa pano para Drake todos os dias” porque o canadense é influente. E ainda deu a entender que Travis também o ameaçou nesta quinta-feira.

“Que se f… Sicko Mode. Família em primeiro lugar sempre. Não é sobre o rap, é sobre família. Temos que ser próximos como família e nunca deixar essas pessoas se infiltrarem por sucesso nas rádios. Eu falei com Trav hoje, agora ele falou comigo. Mais ameaças”, disse Kanye em mais tweets.

Apesar de não esconder a irritação, Kanye terminou o desabafo desejando vibes positivas a todos – no modo, claro, passivo-agressivo. “Drake, eu não vou brigar fisicamente com você. Tire o diabo de você, mano. Acredite em Deus. Você está sendo inoportuno com pessoas com a saúde mental fragilizada, então essa é uma oportunidade para você crescer”, completou.

Início da treta e insinuações
 

Kanye West desabafa sobre Drake no Twitter (Foto: reprodução)

 

Drake e Kanye West não se dão bem desde o meio do ano, quando Drake pediu permissão para usar a música Say What’s Real, de 2009, como sample em um nova canção. A faixa foi escrita pelo canadense e produzida por Kanye West. Quando Kanye diz que está procurando o antigo parceiro para conversar há meses, tudo indica que seria para tratar do assunto.

Na série de tweets, Kanye acusa Drake de tentar por “tentar tirar comida da boca dos meus filhos” pela briga sobre direitos autorais da música – e não só. O marido de Kim Kardashian afirma que o canadense teria comprado todos os ingressos das primeiras fileiras um show do rapper Pusha-T, próximo de West, em Toronto, no Canadá, com a intenção de criar confusão.

Realizada em 22 de novembro deste ano, a apresentação ficou marcada pela agressividade de alguns espectadores do show, que jogaram cerveja em Pusha-T e invadiram o palco. Quatro pessoas terminaram a apresentação feridas – um deles, inclusive, segue internado em estado grave, como lembrou Kanye em um dos tweets.

Ainda em suas acusações, West citou a prisão do rapper 6ix9ine neste ano e o assassinato do cantor XXXTentacion em junho, sem explicar a ligação de Drake com os fatos. Em fóruns de rap e canais avulsos de Youtube, a teoria da conspiração que aponta Drake como assassino de XXX, seu ex-desafeto, voltou a ganhar força após a briga de ontem.

Fator Kim Kardashian

Kim Kardashian defende Kanye West nas redes sociais (Foto: reprodução)

 

Após tantas acusações, Kanye West recebeu o apoio de Kim Kardashian. Em sua conta no Twitter, ela escreveu palavras doces sobre o marido. “Meu marido é a pessoa mais brilhante, a pessoa mais genial que eu conheço. Ele quebrou tantas barreiras, dentro da música, cenografia, moda e cultura, e continuará a mudar o mundo”, disse.

Por incrível que pareça, a mensagem de Kim Kardashian é muito importante para entender a rixa entre os dois. Em setembro, reagindo a um boato que dizia que Drake havia escrito o hit In My Fellings para a influencer (a “Kiki” da música seria a socialite), Kanye pediu explicações públicas do companheiro de rap.

“Sabe, se eu tivesse uma namorada de Chicago e o nome dela fosse Renata, e então você fosse casado com Rihanna, eu não iria fazer uma música chamada Riri. Então quando você diz, ‘Não sei de onde isso veio’, você é muito esperto para isso, irmão. Você sabe de onde isso vem. Não venha me dizer que está confuso”, falou em vídeos publicados no Instagram.

Nesta sexta-feira (14), Kanye West e Drake não voltaram a se pronunciar um sobre o outro (ou, no caso de Drake, usar emojis nos stories do Instagram) nas redes sociais. Como nada parece ter sido resolvido, a tendência é que a trégua seja apenas um respiro de uma rixa, apesar da exposição nas redes sociais, marcada pelo egocentrismo e muitos, muitos pontos cegos.

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André Namitala, a revelação do ano na moda

Moty (Foto: Divulgação)

 

“Peças com cara de férias”. É assim que André Namitala define as criações de sua marca, a Handred. Carioca que só, o culto à imagem poderosa da cidade maravilhosa é feito na praia. “Estar próximo ao mar me deixa muito mais criativo”, conta à GQ. Apesar do ateliê se manter fixo no Rio de Janeiro, não são as praias de lá que mais o seduzem.

A religiosidade e miscigenação da Bahia são o que mais o inspiram. “A Bahia sintetiza tudo o que eu e a Handred somos”, assegura ternamente. “Talvez a Bahia seja o estado brasileiro em que o antigo ainda seja verídico”. E todos esses mundos são guias para as coleções da marca, influenciadas a cada estação por diferentes lugares, como Ouro Preto e Marrakesh – este que é um dos lugares mais especiais para André. “Minha marca é uma mistura de Rio, Bahia e Marrakesh”. Mistura que deu certo.

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A Handred encanta o mercado nacional de moda masculina que, apesar de considerado frívolo por muitos, atualmente abrange uma posição notável. “Antes era um pouco mais difícil vender para o homem, ele não consumia moda”, declara. “A peça que mais vendo hoje é um short de viés de linho. No começo nenhum homem queria usar porque era acima do joelho”. Independentemente de ser uma marca masculina, o unissex sempre permeou o DNA da Handred e isso também criava dúvidas. “Hoje vejo muitos casais comprando e usando juntos. Era algo que eu achava até utópico, mas está rolando”, diz o carioca de família libanesa seguido de um sorriso satisfeito.

A evolução da Handred já era cogitada, mas não muito planejada – nem tudo está como deveria, ele confessa. “Temos uma equipe enxuta. Crescer é um desafio”. E, para aguentar o tranco, incontáveis xícaras de café durante o dia. Amadurecer faz parte, mas isso tudo compreende um processo que nós, observando de fora, não acompanhamos. Ainda que a marca consiga sobreviver optando por processos clássicos, como ter suas próprias costureiras e ateliê, tudo está acontecendo com pressa. “Em um ano inauguramos a loja de Ipanema, ateliê novo, dois SPFW e a loja em São Paulo. Nem respiramos”.

Sua entrada no São Paulo Fashion Week também foi espontânea. “Conheci o Paulo Borges em um evento, rolou uma química e pronto!” Conjuntos de linho e chemises de seda esvoaçantes atravessaram a passarela com feitio de protesto na última temporada. Ao som de Apesar de Você, clássico de Chico Buarque, a moda da Handred guiou uma perspectiva clara do retrocesso recente. O lema da marca nos presenteia com uma essência desamarrada que, até então, se mostra inabalável. E que assim venham mais Namitalas, Handreds e moda. Muito mais moda, por favor!

Foto: Pedro Dimitrow
Grooming: Vanessa Sena (ODMGT)
Assistentes de fotografia: Adrian Ikematsu e Thaisa Nogueira
Agradecimento: 3T Locadora

Seis livros de filosofia para pais

Livros que você, como pai, pode e deve ler para passar a seus filhos um mundo de amor pelo conhecimento (Foto: Divulgação / Arte GQ)

 

Pensando em como pais podem usufruir dos infinitos caminhos que a filosofia nos leva para ajudar a educar nossos filhos, pedimos ajuda para quem entende do assunto. Brunno Almeida Maia tem longa carreira como estudante e professor de filosofia, além de ser escritor – são dele Moda Vestimenta Corpo (Editora Estação das Letras e Cores, 2015), São Paulo em Palavras (Editora Aquarela Brasileira, 2017) e Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo (Editora Cosmos, no prelo). Abaixo, os seis livros de filosofia para papais “cabeça-feita”.

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Seguir a própria natureza

Emílio ou Da educação – Jean-Jacques Rousseau, Edipro, 2017

No livro lançado na época do Iluminismo na Europa, Rousseau, um dos pensadores de inspiração da Revolução Francesa, propõe uma pedagogia para o menino Emílio, que se distancia da corrupção e dos vícios da sociedade, mais próxima da ideia de “seguir a própria natureza”, na busca da personalidade autêntica. Importante para se repensar, de tempos em tempos, a relação entre a educação em todas as esferas da vida social, mediada pelo tempo histórico e pela cultura.

Uma sociedade mais justa

O Segundo Sexo – Simone de Beauvoir, Nova Fronteira, 2009

Um clássico dos estudos de gêneros e do feminismo. Necessário para a compreensão da nova onda do feminismo e como podemos repensar categorias sociais e históricas como “mulher”, “homem”, “masculino”, “feminino”, na busca de uma sociedade mais justa, politicamente igualitária e com respeito às diferenças.

Direitos humanos na política brasileira

O que resta da ditadura – A exceção brasileira – Edson Teles e Vladimir Safatle (organizadores), Boitempo, 2010

Importante para tempos de revisionismo histórico, violência contra as minorias e discursos de ódio, o livro – resultado de um seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP), em 2008 – apresenta ensaios de diversos autores da Filosofia, da Sociologia, da História e da Psicanálise, para compreensão do trágico legado da Ditadura Militar no Brasil nas áreas jurídicas, políticas, culturais e nas relações sociais. Trata-se de entender como a violência contemporânea é resultado de um período de exceção, para educar para a compreensão da importância dos direitos humanos na política brasileira. 

A importância do afeto

O Amor – uma história – Simon May, Zahar, 2012

Numa época de discussões sobre a importância da afetividade na vida cotidiana e na política, o filósofo britânico Simon May busca ressaltar, por meio de uma história do conceito de Amor na tradição filosófica, a importância deste afeto para uma vida mais humana e rica de sentido, independentemente de crença religiosa ou ideologia política.

Respeitar o outro

Relatar a si mesmo – Crítica da violência ética – Judith Butler, Autêntica Editora, 2015

A filósofa norte-americana parte da noção de moral como uma imposição, uma violência contra o Outro. Trata-se não de propor uma sociedade amoral, mas repensá-la a partir de uma moral que respeite o Outro, seu corpo e sua subjetividade, e que compreenda a ética como exercício da plena liberdade.

Pela escuta e pelo diálogo

Diálogos de um rabino: reflexões para um mundo de monólogos – Michel Schlesinger, Annablume Editora, 2018

Importante liderança da comunidade judaica de São Paulo, o Rabino Michel Schlesinger, da CIP (Congregação Israelita Paulista), contrapõe à surdez da indiferença em nossa sociedade a abertura ao Outro pela escuta e pelo diálogo. Mesmo partindo de uma visão judaica, o livro visa redimensionar as questões em perspectivas humanas e universais.

Este carro é programado para respeitar ciclistas

O Tarraco, da SEAT, evita colisões com ciclistas (Foto: Divulgação)

 

Com bikes e patinetes ganhando pouco a pouco terreno no trânsito das grandes cidades, os carros do futuro vão precisar não só se comunicar com seus pares, mas com desafios diversos. E ao menos um modelo europeu está lidando com a questão com espírito de escoteiro. O Tarraco, da SEAT, tem um sistema de navegação que prevê espaço amplo para ciclistas durante o passeio.

Um radar montado na frente consegue ‘visualizar’ bicicletas, suas velocidades relativas ao veículo e toma uma série de medidas para evitar acidentes. O sistema do veículo consegue responder a um potencial acidente em um intervalo entre 1,5 a 2 segundos. Daí, um sinal visual e sonoro alertam o motorista. Caso nenhuma ação seja tomada, o próprio carro realiza uma manobra de frenagem 1 a 0,8 segundos antes da colisão. Colocando em miúdos, um Tarraco a 75 km/h age em média a 20 metros de distância de um potencial acidente. Para tal, o sistema passou por uma ‘aula de direção’ intensiva com 1,2 mil testes em simulador, que representam 750 situações diferentes na estrada.

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Um carro desses existe para resolver um problema grande. Segundo lembra a empresa, 8% dos acidentes na Europa envolvem ciclistas. E o espaço amplo para responder a riscos também tem motivo: se por aqui a distância mínima para a ultrapassagem é de 1,5 metros entre carro e bicicleta, lugares como o Reino Unido, onde o carro deve rodar em breve, a lei considera a bike na via espacialmente como um automóvel. Ultrapassagens, neste caso, apenas na faixa contígua – como a bem educada imagem acima, parte do material publicitário do veículo.

Grupo responsável pelo Copacana Palace é adquirido pela LVMH por US$3,2 bi

Copacabana Palace (Foto: Getty Images)

 

Um dos maiores conglomerados do mercado de luxo reforçou nesta quinta-feira (13) sua posição com a compra da Belmond, grupo de experiências hoteleiras de luxo, por&nbsp…