Gilmar Mendes nega habeas corpus a ex-diretor da Dersa em São Paulo

Gilmar Mendes, ministro STF

Gilmar Mendes, ministro STF
Carlos Moura/Divulgação/STF – 4.4.2018

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes negou nesta sexta-feira (20) pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Ele foi preso no início do mês pela Polícia Federal em São Paulo.

Na decisão, Gilmar Mendes entendeu que o decreto de prisão não poderia ser questionado por meio de uma reclamação, uma classe processual do STF.

A prisão foi decretada no âmbito do processo sobre supostas irregularidades ocorridas em desapropriações para a construção do Rodoanel Sul. Segundo a defesa, a medida é arbitrária, sem fundamentos legais, além de desnecessária ante o perfil e a rotina do investigado, que sempre esteve à disposição da Justiça.

Segundo o Ministério Público Federal, durante as investigações, uma colaboradora informou ter sido ameaçada pelo ex-diretor da Dersa.

A defesa de Paulo Preto sustenta que investigações internas da empresa inocentaram o acusado de qualquer ato ilícito ou favorecimento a quem quer que seja. Os advogados também afirmam que a denúncia não se ampara nos elementos informativos colhidos no inquérito policial, que mostraram que ele não cometeu qualquer crime.

Aposta feita em Brasília fatura mais de R$ 9 milhões na Mega-Sena

Loteria premiou 27 com a quina e 3.644 com a quadra

Loteria premiou 27 com a quina e 3.644 com a quadra
Divulgação/Caixa

Uma aposta realizada na cidade de Brasília (DF) conseguiu cravar os seis números sorteados na noite desta sexta-feira (20) pela Mega-Sena e tem o direito de sacar uma bolada de R$ 9.349.630,55. 

Com o prêmio pago no sorteio especial em homenagem a Tiradentes, o próximo concurso da loteria, marcado para acontecer na próxima quarta-feira (25), promete pagar R$ 3 milhões a quem acertar todas as seis dezenas reveladas.

Nesta sexta-feira, os números sorteados pelo concurso 2033 da loteria, realizado na cidade de Governador Valadares (MG), foram: 10 — 18 — 33 — 38 — 40 — 43.

Além do prêmio principal, o concurso premiou 27 apostas que acertaram a quina e têm o direito de receber R$ 81.258,67 cada. Outros 3.644 apostadores cravaram quatro dos números sorteados e podem sacar  R$ 860,11 cada.

Para concorrer ao prêmio de R$ 3 milhões da próxima quarta, basta ir a uma casa lotérica e marcar de 6 a 15 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos (Teimosinha).

Cada jogo de seis números custa R$ 3,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do País.

Outra opção é o Bolão Caixa, que permite ao apostador fazer apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Você também pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas.

Nesse caso, poderá ser cobrada uma Tarifa de Serviço adicional de até 35% do valor da cota. Na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 10. Porém, cada cota não pode ser inferior a R$ 4. É possível realizar um bolão de no mínimo 2 e no máximo 100 cotas.

Temer defende ações do governo e se compara a Tiradentes

Temer afirma que governo "virou o jogo" da crise econômica

Temer afirma que governo “virou o jogo” da crise econômica
Ueslei Marcelino/Reuters – 27.2.2018

O presidente Michel Temer usará a rede nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira (20) para fazer propaganda de seu governo e reclamar de quem o critica, chegando a se comparar, indiretamente, a Tiradentes, cujo dia é comemorado neste sábado.

“Que nesse 21 de abril, lembremos que Tiradentes foi acusado e condenado por lutar e defender um Brasil livre, forte e independente. Ao final, a história lhe deu a vitória maior. Seu exemplo de luta é exemplo para todos nós que trabalhamos para trazer mais conquistas ao Brasil”, afirma o presidente no pronunciamento, segundo texto divulgado previamente pelo Palácio do Planalto.

No pronunciamento de aproximadamente cinco minutos, que irá ao ar nesta noite, Temer diz que há “uma torcida organizada pelo fracasso” no País que “tenta perder o jogo todos os dias”.

“É fácil bater no Michel Temer! É fácil bater no governo, é fácil só criticar. Quero ver fazer. Quero ver conquistar. Quero ver construir e realizar o que nós conseguimos avançar em tão pouco tempo.”

Temer defende que o governo “virou o jogo” da crise econômica e teve ações positivas em diversas áreas, da baixa da inflação e dos juros, ao meio ambiente, saúde, educação. “Precisamos de uma injeção de otimismo no País. Precisamos, verdadeiramente, de bons sentimentos. O Brasil voltou para ganhar. E precisamos ter orgulho disso”, afirma.

O último pronunciamento em cadeia de rádio e tevê feito pelo presidente foi em fevereiro, para explicar a intervenção federal na área de segurança no Rio de Janeiro. Antes, na véspera do Natal de 2016. Em outras ocasiões, a equipe de comunicação do Palácio do Planalto prefere divulgar vídeos curtos nas redes sociais.

Desta vez, Temer — que já deu indicações de que pode buscar nas urnas um segundo mandato como presidente — fala também das eleições deste ano. Afirma que é um “ano de escolhas” e que trabalhará para que o pleito ocorra na “maior tranquilidade.

“É preciso coragem. É preciso saber fazer. E estamos na direção certa”, diz. “É hora de nos unirmos para não perdermos o que foi conquistado”, conclui, evocando o tom que seu partido, o MDB, tem usado para defender uma candidatura à Presidência.

Presos precisam explicar o que faziam em “festa de bandido”

 Jungmann defende operação policial no Rio de Janeiro

Jungmann defende operação policial no Rio de Janeiro
Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/Folhapress

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira (20) que as pessoas sem antecedentes criminais presas durante operação da polícia em um evento supostamente organizado por milicianos em Santa Cruz, na zona oeste da capital fluminense, precisam explicar o que estavam fazendo em uma “festa de bandido”.

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No último dia 7, quatro pessoas foram mortas e outras 159 foram presas, em uma megaoperação policial cujo objetivo era desbaratar uma das maiores milícias da zona oeste.

Do total de presos, 139 não tinham antecedentes criminais e a polícia foi acusada de ter prendido aleatoriamente pessoas que participavam de um evento pago.

Jungmann afirmou, no entanto, que não viu excessos na operação, mas, sim, zelo.

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“Se você está numa festa de bandido, de milícia, com armas e drogas, e você vai preso, não há nenhum exagero nisso, pelo contrário, acho que é zelo”, disse o ministro, que participou de uma cerimônia na Polícia Federal, ao lado de toda a cúpula da segurança pública do Rio.

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O ministro admitiu que a maioria dos presos na operação não tinha antecedentes criminais, mas fez ressalvas.

“Para mim, não ter antecedentes criminais não quer dizer que possam ser liberados; eles precisam explicar o que estavam fazendo lá, numa festa de milícia, numa festa de bandido”, disse Jungmann. “Outra coisa que precisa ser observada é que, justamente por serem da milícia, eles se protegem; justamente por serem milicianos, eles estão, de uma maneira ou de outra, ligados a ex-policiais. Então é preciso ir com calma. De fato, o que aconteceu lá foi que conseguimos prender talvez a maior das milícias que tínhamos aqui (no Rio) e também um farto material, fuzis, pistolas, munição.