“A gente se preocupa muito com a questão do machismo”, diz Marcos Pasquim sobre a criação da filha | Noticias

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“A gente se preocupa muito com a questão do machismo”, diz Marcos Pasquim sobre a criação da filha
Marcos Pasquim (Foto: Pino Gomes)

 

A paternidade não é uma tarefa fácil. Como educar um serzinho que você acabou de conhecer? Seja ele famoso ou não, o pai tem que aprender a mirar os holofotes da vida para os pequenos. Em uma conversa com a GQ, Marcos Pasquim mostrou fazer isso com maestria e ser paizão de primeira categoria. Questionado sobre os desafios de criar uma menina nos dias atuais, ele confessa ser protetor. “A gente se preocupa muito com a questão da violência, do machismo”, disse à GQ.

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Pai de Alícia, 14, Pasquim sabe diferenciar o papel de pai e de amigo. “Agora, na pré-adolescência, eu acho que não sou o melhor amigo dela não (risos)”, contou. Para sorte do ator, as paixões ainda não chegaram na vida da filha, mas será que ele vai ser um pai ciumento? “Em questão do ciúmes, eu acho que não sou!. Pelo menos ainda não tive motivo”, brincou.

Abaixo, confira o bate-papo completo com o ator:

Quais os desafios de educar uma filha mulher nos tempos de hoje com tantas notícias de machismo?

Marcos Pasquim: Os desafios são os mesmos que eram de antigamente. Claro que a gente se preocupa muito com a questão da violência, do machismo. Minha filha é muito tranquila, caseira, nunca namorou. As únicas coisas que eu cobro dela é estudar para ir bem na escola e cuidar da saúde. Quando ela entrar na adolescência, aí sim, vou sentar e conversar com ela sobre outras questões.

Os adolescentes de hoje já nasceram na época em que a tecnologia já estava a todo vapor. Você deixa a Alícia livre na internet ou está sempre de olho?

Marcos Pasquim: Minha filha teve o primeiro celular muito cedo, com 9 anos. Já tivemos um episódio em um site que se chamava "Club Penguin. Era um chat. Como ela brincava muito neste aplicativo, resolvi dar uma incerta pra ver como era. Notei que a maioria das casinhas dos pinguins eram meio desarrumadas, coisa de criança mesmo, mas uma das casinhas me deixou intrigado, era toda arrumada, os móveis todos nos lugares, não era normal para um aplicativo de crianças. A partir daí, conversei com ela e disse para ela nunca trocar mensagem com ninguém na internet. Ela nunca escondeu o telefone de mim, confio muito nela.

Ela te vê como melhor amigo ou você tenta fazer esse papel pra ela?

Marcos Pasquim: Agora, na pré-adolescência, eu acho que não sou o melhor amigo dela não (risos). Fazem seis meses que ela está morando comigo. Então, agora eu estou impondo algumas regras, que até então ela não tinha na vida dela. Como ela está entrando na adolescência agora, às vezes fica bem nervosa comigo. Mas eu tenho certeza que ela me considera demais! 

Marcos Pasquim e Alice (Foto: reprodução/Instagram)

 

Qual a parte mais legal de ter uma filha mulher?

Marcos Pasquim: O carinho! Ela sempre foi muito carinhosa. Agora na adolescência um pouco menos (risos). Mas, de vez enquanto, ela vem e me dá uma abraço, me beija. Eu tenho duas sobrinhas meninas e um sobrinho menino. Ele e um dínamo! Ele não pára, ao contrario da minha filha que é mais calma, carinhosa. Eu acho que essa é a parte mais legar de ter uma filha mulher.  

Ela já é uma adolescente, né? Já começou com as paixões? Você é um pai ciumento?

Marcos Pasquim: Então, ela ainda não começou com as paixões, pelo menos ainda não me disse nada ainda! Há pouco tempo, ela assistiu um filme com Johnny Depp e comentou que ele era bonitinho. Isso é o máximo que ela fala pra mim. Em questão do ciúmes, eu acho que não sou (risos). Pelo menos ainda não tive motivo.


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