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Como o All-Star Game da NBA se tornou um evento sobre sneakers

DENVER - FEBRUARY 20:  Shaquille O'Neal of the Eastern Conference All-Stars talks on his sneaker phone as he rides the bus to the Arena for the 54th All-Star Game, part of 2005 NBA All-Star Weekend at Pepsi Center on February 20, 2005 in Denver, Colorado. (Foto: NBAE/Getty Images)

 

O All-Star Weekend da NBA, que começou na sexta e se encerra com o grande jogo neste domingo (17), em Charlotte, tem diversos atrativos. Só neste ano: a chance de ver calouros e segundo-anistas brilhantes em competições variadas, como De’Aaron Fox, Donovan Mitchell, Luka Doncic e Jayson Tatum; os irmãos Seth e Steph Curry disputando quem acerta mais cestas de 3 pontos; o tradicional torneio de enterradas; e a última dança de Dwyane Wade e Dirk Nowitzki entre as estrelas.

Mas o evento não é apenas sobre esporte. Ele mudou para sempre desde que um jovem Michael Jordan roubou a cena, em 1985, ao entrar em quadra com seus Air Jordans vermelhos, pretos e brancos enquanto os tênis usados ​​pelos outros All-Stars eram meio que qualquer coisa. Deste momento em diante, o All-Star Game se tornaria uma vitrine de sneakers.

+ A NBA acabou com as restrições de cores dos tênis dos jogadores
+ Como a Nike quer revolucionar o basquete com seu tênis que se amarra sozinho

Os tênis se tornaram, inclusive, um negócio maior do que o próprio jogo. Não é exagero um único modelo ofuscar o final de semana inteiro. Como em 1988, quando o mesmo Jordan estreou um novo modelo em sua cidade natal, Chicago, venceu o concurso de enterradas e foi eleito o craque do All-Star Game – o que mudaria a história da Jordan Brand.

Mas não foi só Ele (em maiúsculo) que transformou o final de semana das estrelas em uma questão de calçados. Outros também – e alguns nem precisaram calçar os sneakers para isso. Relembremos.

Michael Jordan, Air Jordan III, 1988

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Foi o ano dele. Em sua casa, venceu o Dunk Contest no sábado e marcou 40 pontos no jogo de domingo, levando para casa o prêmio de MVP pela primeira vez. Além disso, lançou o Air Jordan III (modelo apresentado a Jordan quando ele estava pensando em deixar a Nike e frequentemente creditado como o responsável por convencê-lo do contrário). Um modelo à frente de seu tempo, assim como o próprio Jordan – e um sinal de que todos os outros precisavam se atualizar.

Scottie Pippen, Nike Air Maestro, 1994

MINNEAPOLIS, MN - FEBRUARY 13:  Scottie Pippen #30 of the Eastern Conference All Stars shoots against Shawn Kemp #40 of the Western Conference All Stars during the 1994 NBA All Star Game played on February 13, 1994 at the Target Center in Minneapolis, Min (Foto: NBAE/Getty Images)

 

O All-Star Game de Minneapolis, em 1994, foi o quarto de Scottie Pippen, mas o primeiro sem Michael Jordan ao seu lado. Por isso, ele precisava chamar atenção. E seus Air Maestros vermelhos fizeram isso. Curiosamente, Pippen não foi o único a usar o modelo naquele final de semana, mas seu desempenho como MVP ofuscou todo o resto. Foram 29 pontos, quatro roubos de bola e 11 rebotes.

Chris Webber, Dada Supreme Cdubbz, 2002

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Em 2002, o All-Star Game já havia se tornado um verdadeiro show de sneakers. E mesmo com tanta concorrência, Chris Webber levou as coisas a outro nível com os seus quase desconhecidos Dada Supremes. Por que? Bom, eles eram cromados. Fato curioso, eles eram apenas o segundo modelo Dada mais legal da quadra (o de Latrell Sprewell tinha spinners de verdade). Mesmo assim, brilharam mais do que tudo no evento.

Tracy McGrady, Adidas T-Mac III, 2004

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

O que você faz quando a sua marca de tênis faz duas colorways diferentes do seu modelo para o All-Star Game? Se você for Tracy McGrady, você usa um de cada. E foi exatamente o que ele fez com seu Adidas T-Mac III vermelho e azul.

Shaquille O’Neal, Shaq Phone Shoe, 2005

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Os tênis de Shaquille O’Neal mudaram a história do All-Star Game. Em 2005, já com sua própria linha de calçados, ele teve a ideia de transformar um deles em um telefone celular realmente funcional. No ano anterior ele já havia escrito seu nome em luzes nas laterais e no ano seguinte ele teria um de seus pés transformado em um carrinho de controle remoto, mas o telefone é insuperável. Coisas que só são possíveis quando você tem um tênis número 56 nas mãos. 

Rasheed Wallace, Nike Air Force 1, 2006

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Último jogador da NBA a usar Air Force 1s em quadra com frequência, Rasheed Wallace não abandonou seu modelo favorito no All-Star Game de 2006, em Houston. Ele jogou apenas 17 minutos e marcou apenas dois pontos, mas seus tênis deram um show. Couro vermelho e azul nos calcanhares e um falso avestruz cinza-claro na frente – de fazer inveja a qualquer par de botas de cowboy.

LeBron James, Nike LeBron 9 Galaxy, 2012

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Há dois extremos quando se trata de LeBron James e seus tênis para o All-Star: ou eles combinam perfeitamente, como os Nike LeBron 7 do All-Star Game de 2010, ou parece que alguém da Nike disse: “f**a-se”, como o LeBron 13 de 2016. O LeBron 9 do jogo de 2012 se enquadra na última categoria, mas ganha todos os pontos possíveis pela ousadia  – e ficou bonito no look com o uniforme.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

 
 

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9 de Fev, 2019 às 6:54 PST

 

Hermès deve ter plataforma online no Brasil em 2 ou 3 anos

(Foto: Getty Images for Hermes)

 

A Hermès no Brasil tem planos a curto prazo para trazer sua loja online para o público brasileiro. A operação digital deve pousar no páis daqui a dois ou três an…

5 atores que poderiam substituir Henry Cavill como Superman

Nicolas Cage como Superman em filme perdido. Chegou, enfim, a vez dele? (Foto: reprodução)

 

O Hollywood Reporter bagunçou o noticiário de ontem (12) ao revelar que Henry Cavill não interpretará mais o Superman do universo da DC Comics no cinema. Em sua conta no Instagram, o ator respondeu às notícias com um vídeo enigmático, brincando com um boneco do super-herói e dizendo somente “o dia hoje foi animado”. Até o momento, a Warner Bros, estúdio responsável pelos filmes, também não se pronunciou sobre o caso.

Os indícios da saída de Cavill, no entanto, parecem ser fortes. Estrela dos filmes Homem de Aço (2013) Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) e Liga da Justiça (2017), o ator britânico nunca conquistou totalmente o público e a crítica. De acordo com a própria notícia do Hollywood Reporter, executivos da Warner chegaram a um “consenso de que algumas partes dos filmes (com Cavill) não funcionaram”.

+ O que esperar do novo filme do Coringa, que terá Joaquin Phoenix como protagonista
+ ‘Liga da Justiça’ é pior bilheteria do universo DC no cinema

A saída do ator seria apenas parte da mudança da estratégia do estúdio. Em vez de filmes soturnos, voltados ao público adulto, a Warner pretende investir cada vez mais no público feminino em virtude do sucesso do filme solo da Mulher Maravilha. Uma das apostas voltadas a esse nicho é o filme “Supergirl”, que será ambientado no planeta Krypton, o mesmo do Superman, mas numa época em que ele ainda era um bebê.

“Superman é como James Bond, e depois de uma certa corrida você tem que olhar para novos atores”, diz uma fonte ouvida pelo Hollywood Reporter. A Warner não pretende mais lançar filmes solo do personagem, porém, daqui a alguns anos, é possível que o super-herói com cueca por cima da calça reapareça em novos longas da Liga da Justiça. Caso o estúdio precise de algumas sugestões, encaminhamos as nossas:

Michael B.Jordan

 

LONDON, ENGLAND - FEBRUARY 08:  Michael B. Jordan attends the European Premiere of 'Black Panther' at Eventim Apollo on February 8, 2018 in London, England.  (Photo by Tim P. Whitby/Tim P. Whitby/Getty Images) (Foto: Tim P. Whitby/Getty Images)

 

Por que não o primeiro Superman negro? A possibilidade parece ganhar força nos bastidores do estúdio. De acordo com o site Deadline, a Warner já considera fazer um convite para o astro de Creed no futuro. Quem viu o trabalho do ator em Pantera Negra tem motivos para ficar bem animado.

Jake Gyllenhaal

 

 

Jake Gyllenhaal (Foto: Getty Images)

 

Um dos grandes atores da sua geração, o ator foi confirmado no papel de Mysterio no filme “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que deve estrear em julho de 2019 nos cinemas. Apesar de nos empolgarmos ao imaginarmos como vilão, acreditamos que o astro americano merecia ser astro principal de algum filme de super-herói. Como homem de muitas facetas, o papel de Clark Kent lhe cairia muito bem.
 

Nicolas Cage

 

Nicolas Cage experimenta roupa de Super-Homem (Foto: Reprodução)

 

Talvez você conheça a história do filme frustrado de Superman estrelado por Nicolas Cage: com direção de Tim Burton, mas acabou descontinuado por razões não muito bem explicadas. Por que não corrigir a injustiça histórica e entregar o papel, enfim, ao ator favorito da internet? Com ele no elenco, pelo menos a exibição do filme no horário nobre da TV brasileira está garantida.
 

John Krasinski
John Krasinski em Jack Ryan (Foto: Reprodução/YouTube)

 

Depois de interpretar Jim por nove temporadas de The Office, John Krasinski surpreendeu os antigos fãs ao se tornar um diretor de filmes de terror (Um Lugar Silencioso) e astro de longas de ação, como Jack Ryan e 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi. Um possível convite a Krasinski, no entanto, representaria um sonho que hoje parece difícil de ser realizado. “Sejamos honestos, sei que não posso ser o Superman”, disse em entrevista à revista Entertainment Weekly.
 

Wagner Moura
Wagner Moura GQ (Foto: Patrick Demarchelier)

 

Bem, um Superman latino seria uma quebra enorme de paradigma no cinema hollywoodiano. Porém, por que não? Além de já ser um rosto mundialmente conhecido graças ao grande trabalho Pablo Escobar em Narcos, Wagner Moura parece ganhar espaço em Hollywood. Recentemente, ele foi confirmado como protagonista do novo filme de Brian de Palma, diretor de Scarface.

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Como o All-Star Game da NBA se tornou um evento sobre sneakers

DENVER - FEBRUARY 20:  Shaquille O'Neal of the Eastern Conference All-Stars talks on his sneaker phone as he rides the bus to the Arena for the 54th All-Star Game, part of 2005 NBA All-Star Weekend at Pepsi Center on February 20, 2005 in Denver, Colorado. (Foto: NBAE/Getty Images)

 

O All-Star Weekend da NBA, que começou na sexta e se encerra com o grande jogo neste domingo (17), em Charlotte, tem diversos atrativos. Só neste ano: a chance de ver calouros e segundo-anistas brilhantes em competições variadas, como De’Aaron Fox, Donovan Mitchell, Luka Doncic e Jayson Tatum; os irmãos Seth e Steph Curry disputando quem acerta mais cestas de 3 pontos; o tradicional torneio de enterradas; e a última dança de Dwyane Wade e Dirk Nowitzki entre as estrelas.

Mas o evento não é apenas sobre esporte. Ele mudou para sempre desde que um jovem Michael Jordan roubou a cena, em 1985, ao entrar em quadra com seus Air Jordans vermelhos, pretos e brancos enquanto os tênis usados ​​pelos outros All-Stars eram meio que qualquer coisa. Deste momento em diante, o All-Star Game se tornaria uma vitrine de sneakers.

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Os tênis se tornaram, inclusive, um negócio maior do que o próprio jogo. Não é exagero um único modelo ofuscar o final de semana inteiro. Como em 1988, quando o mesmo Jordan estreou um novo modelo em sua cidade natal, Chicago, venceu o concurso de enterradas e foi eleito o craque do All-Star Game – o que mudaria a história da Jordan Brand.

Mas não foi só Ele (em maiúsculo) que transformou o final de semana das estrelas em uma questão de calçados. Outros também – e alguns nem precisaram calçar os sneakers para isso. Relembremos.

Michael Jordan, Air Jordan III, 1988

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Foi o ano dele. Em sua casa, venceu o Dunk Contest no sábado e marcou 40 pontos no jogo de domingo, levando para casa o prêmio de MVP pela primeira vez. Além disso, lançou o Air Jordan III (modelo apresentado a Jordan quando ele estava pensando em deixar a Nike e frequentemente creditado como o responsável por convencê-lo do contrário). Um modelo à frente de seu tempo, assim como o próprio Jordan – e um sinal de que todos os outros precisavam se atualizar.

Scottie Pippen, Nike Air Maestro, 1994

MINNEAPOLIS, MN - FEBRUARY 13:  Scottie Pippen #30 of the Eastern Conference All Stars shoots against Shawn Kemp #40 of the Western Conference All Stars during the 1994 NBA All Star Game played on February 13, 1994 at the Target Center in Minneapolis, Min (Foto: NBAE/Getty Images)

 

O All-Star Game de Minneapolis, em 1994, foi o quarto de Scottie Pippen, mas o primeiro sem Michael Jordan ao seu lado. Por isso, ele precisava chamar atenção. E seus Air Maestros vermelhos fizeram isso. Curiosamente, Pippen não foi o único a usar o modelo naquele final de semana, mas seu desempenho como MVP ofuscou todo o resto. Foram 29 pontos, quatro roubos de bola e 11 rebotes.

Chris Webber, Dada Supreme Cdubbz, 2002

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Em 2002, o All-Star Game já havia se tornado um verdadeiro show de sneakers. E mesmo com tanta concorrência, Chris Webber levou as coisas a outro nível com os seus quase desconhecidos Dada Supremes. Por que? Bom, eles eram cromados. Fato curioso, eles eram apenas o segundo modelo Dada mais legal da quadra (o de Latrell Sprewell tinha spinners de verdade). Mesmo assim, brilharam mais do que tudo no evento.

Tracy McGrady, Adidas T-Mac III, 2004

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

O que você faz quando a sua marca de tênis faz duas colorways diferentes do seu modelo para o All-Star Game? Se você for Tracy McGrady, você usa um de cada. E foi exatamente o que ele fez com seu Adidas T-Mac III vermelho e azul.

Shaquille O’Neal, Shaq Phone Shoe, 2005

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Os tênis de Shaquille O’Neal mudaram a história do All-Star Game. Em 2005, já com sua própria linha de calçados, ele teve a ideia de transformar um deles em um telefone celular realmente funcional. No ano anterior ele já havia escrito seu nome em luzes nas laterais e no ano seguinte ele teria um de seus pés transformado em um carrinho de controle remoto, mas o telefone é insuperável. Coisas que só são possíveis quando você tem um tênis número 56 nas mãos. 

Rasheed Wallace, Nike Air Force 1, 2006

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Último jogador da NBA a usar Air Force 1s em quadra com frequência, Rasheed Wallace não abandonou seu modelo favorito no All-Star Game de 2006, em Houston. Ele jogou apenas 17 minutos e marcou apenas dois pontos, mas seus tênis deram um show. Couro vermelho e azul nos calcanhares e um falso avestruz cinza-claro na frente – de fazer inveja a qualquer par de botas de cowboy.

LeBron James, Nike LeBron 9 Galaxy, 2012

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Há dois extremos quando se trata de LeBron James e seus tênis para o All-Star: ou eles combinam perfeitamente, como os Nike LeBron 7 do All-Star Game de 2010, ou parece que alguém da Nike disse: “f**a-se”, como o LeBron 13 de 2016. O LeBron 9 do jogo de 2012 se enquadra na última categoria, mas ganha todos os pontos possíveis pela ousadia  – e ficou bonito no look com o uniforme.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

 
 

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9 de Fev, 2019 às 6:54 PST

 

O Black Design Collective quer tornar a indústria da moda mais diversa

T.J. Walker, Ruth Carter, Angela Dean e Kevan Hall. (Foto: Alex J. Berliner/ABImages)

Frequentemente, grandes empresas e marcas de luxo do ramo da moda são alvos de polêmicas envolvendo racismo. A indústria, de maneira geral, é escassa em termos de diversidade, com pouquíssimos negros ocupando lugares de alto escalão em revistas e maisons, por exemplo. Nomes como Edward Enninful, editor-chefe da Vogue britânica, e Virgil Abloh, o primeiro negro a ocupar o cargo de diretor criativo na Louis Vuitton, são exceções a regra e fazem de seu trabalho uma bandeira política.

Visando diminuir tal desigualdade, Angela Dean, Kevan Hall, TJ Walker e Ruth Carter, responsável pelo figuro do filme Pantera Negra, criaram o Black Design Collective, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo apoiar designers negros com recursos, mentores e plataformas de e-commerce e oportunidades comerciais. A ideia é tornar real a inserção de novos talentos no mercado promovendo todo o suporte necessário, desde o concessão de bolsas de estudo até o auxílio na elaboração do plano de negócios e na busca por fábricas e fornecedores.

+ Samuel Ross mostrou que 2018 foi o seu ano na moda

+ Crianças podem reproduzir o racismo e nosso papel é desconstruir esse preconceito

Em entrevista ao WWD, Angela Dean, responsável por vestir celebridades como Queen Latifah e Halle Berry, declarou: “Existem muitas coisas que as pessoas não sabem que nós fazemos e que tem grande impacto. Eu sou o exemplo perfeito.” A ideia de formar um coletivo parte do pensamento de que o conjunto é mais forte que o indivíduo e de destacar a relevância da história e do trabalho de pessoas negras na indústria da moda.

Kerby Jean-Raymond, diretor criativo da Pyer Moss.  (Foto: reprodução / instagram )

 

O coletivo quer promover colaborações com grandes companhias e diferentes marcas para levar o trabalho de seus integrantes a nível internacional. Eventos ao redor do mundo, pop-ups e desfiles também fazem parte da estratégia de expansão do coletivo. Além disso, está sendo discutida a ideia da construção de  uma loja virtual e outra física do Black Design Collective para abrigar as marcas de pessoas ligadas ao projeto e servir como uma ponte para o mercado global.

Atualmente, o grupo está cediado em Los Angeles e conta com 40 pessoas, entre designers, figurinistas e stylists, incluindo a grande revelação Kerby Jean-Raymond, a mente por trás da Pyer Moss. Em breve, o coletivo irá ministrar workshops e palestras, incluindo online, sobre temas diretamente ligados aos negócios da moda.

A taxa para fazer parte do Black Design Collective é baixa, começando em US$ 20 por ano para estudantes e US$ 50 para designers que já estão atuando na indústria há cinco anos ou mais.

Assista ao desfile da Burberry ao vivo em Londres

O "bilhete" com o qual a Burberry anunciou sua chegada a Londres (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Sob o comando de Riccardo Tisci, a Burberry tem passado por consideráveis mudanças em sua moda. Para sua sorte, você pode aocmpanhar a mais recente página desse novo capítulo assistindo ao vivo ao desfile de outono inverno 2019 da marca na Semana de Moda de Londres. Dê o play abaixo.

+ Burberry revela a primeira campanha de Riccardo Tisci para a marca
+ Sob o comando de Riccardi Tisci, Burberry anuncia novo logotipo

 

Quatro relógios com pulseira de borracha que servem para qualquer ocasião

No alto, Cartier Calibre de Cartier Diver R$ 37.300 | à esquerda, TAG Heuer Formula 1 R$ 6.234 | à direita Montblanc TimeWalker Chronograph UTC R$ 21.600 | Rolex Cosmograph Daytona Preço sob consulta (Foto: Deborah Maxx | tratam…

Para cofundador do Waze, criar uma startup é “como estar apaixonado”

Uri Levine, cofundador do Waze (Foto: Getty Images)

 

“Erguer uma startup é exatamente como estar apaixonado”. Foi neste tom que Uri Levine, empresário cofundador do Waze, engatou apresentação para internautas e empreendedores durante a Campus Party na última sexta-feira (15). Uri usou sua experiência como fundador de dezenas de negócios e projetos (entre eles a plataforma Engie, lançada em 2017 no Brasil) para aconselhar a plateia sobre o que é necessário para empreender.

O empresário aponta que abrir um negócio envolve etapas similares aos de um romance, desde a busca pela ideia perfeita até a sensação de sentir-se alienado pelos amigos e colegas discrentes de seu plano. Pode ser que a ideia de ter borboletas no estômago sobre a criação de pequenas ou médias empresas soe estranho, mas Uri reforça: “A realidade é que você precisa sentir-se apaixonado para encarar as dificuldades da jornada”.

Apaixonar-se, no contexto de Uri, envolve algumas atitudes particulares. “Celebre tudo aquilo que for a primeira vez”, aconselha o empresário. Inclusive as disputas legais. “Se alguém está te processando por infringir patente, isso significa que alguém se importa, que há alguém no mercado acreditando que o que você faz é significante o bastante que vale a pena te impedir”, conclui.

Mural do Waze celebra marcas diversas (Foto: Getty Images)

 

Uri é particularmente fã de uma frase em especial: “Se apaixone pelo problema, e não pela solução”. No palco, o cofundador do Waze carregou a máxima estampada orgulhosamente na camisa enquanto andava para lá e para cá, microfone na mão. “Quando você pensa no problema, acaba-se muito mais focado na criação do produto ideal”, explica.

Problema, no entanto, não é um substantivo simples. Uri lembra como foi os primeiros dois anos da plataforma, e quais seus primeiros entraves na dura luta pela retenção de usuários (métrica que, nas palavras de Uri, significa em definitivo que “tem gente realmente usando seu serviço”): 

“Levantamos capital no começo de 2008, foi aí que começamos a companhia. Lançamos o primeiro produto em 2009 – ele funcionava em um celular Nokia – e percebemos que ele já operava muito bem, mesmo tendo começado do nada: os usuários foram criando os mapas e informações de tráfego enquanto usavam o app. Isto foi se tornando popular em Israel a ponto de decidirmos lançá-lo em outros lugares. Em 2010, disponibilizamos o Waze praticamente em todo canto do mundo.”

“No começo de 2010, você poderia baixar o Waze no seu celular aqui em São Paulo – exceto pelo fato de que ninguém aqui na plateia de fato fez isso. Não era bom o bastante. Acontece que o que é ok em um lugar como Israel, não é o suficiente em qualquer canto: usuários começaram a receber informações falsas sobre como ir de A a B.”

“As pessoas gostaram da história – nós como motoristas lutando juntos contra congestionamentos. Elas baixaram o app, mas ele não era bom o bastante e elas desistiram.”

+ Yellow: conheça os caras por trás das bikes amarelas de São Paulo
+ O que a lei de proteção de dados pessoais pode significar para pequenas empresas?

Foi só depois de 2010, um ano de constantes melhorias e adaptações na plataforma que se tornaria o Waze que conhecemos hoje, que o app foi conquistando seu lugar sob o sol. Dominar um problema, acredita Uri, é sinônimo de dominar um mercado. Mas envolve conhecer como cada lugar e tipo de usuário se apropria dele:

“Olhe para o Waze e o valor que criamos para os israelenses. Para nós, a chance de podermos ser mais espertos que o tráfego e chegar onde queremos dois minutos antes é o que nos deixa animados, certo? Daí você vai para a América e pergunta ‘qual o valor do Waze para você?’, e eles vão contar que agora eles sabem quando vão chegar onde precisam. Eles não ligam em superar o tráfego, eles querem ter um tempo e chegada estimado. Daí você vai para a Itália com a mesma pergunta, e eles te dizem que se importam mesmo em saber o que está acontecendo na rua.”

Uri exibe energia de coach no palco, e esteve disponível para uma fila extensa de campuseiros até quase as dez horas da noite, bem depois do fim de sua palestra. Mas não é como se ele fosse um cara sem alguns limites: “Acontece que ouço muito empreendedores contarem suas histórias, e se eles começam dizendo ‘estamos construindo…’ eu digo ‘pare! Não me diga o que você está fazendo, mas sim por que você está fazendo”.