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DENVER - FEBRUARY 20:  Shaquille O'Neal of the Eastern Conference All-Stars talks on his sneaker phone as he rides the bus to the Arena for the 54th All-Star Game, part of 2005 NBA All-Star Weekend at Pepsi Center on February 20, 2005 in Denver, Colorado. (Foto: NBAE/Getty Images)

 

O All-Star Weekend da NBA, que começou na sexta e se encerra com o grande jogo neste domingo (17), em Charlotte, tem diversos atrativos. Só neste ano: a chance de ver calouros e segundo-anistas brilhantes em competições variadas, como De’Aaron Fox, Donovan Mitchell, Luka Doncic e Jayson Tatum; os irmãos Seth e Steph Curry disputando quem acerta mais cestas de 3 pontos; o tradicional torneio de enterradas; e a última dança de Dwyane Wade e Dirk Nowitzki entre as estrelas.

Mas o evento não é apenas sobre esporte. Ele mudou para sempre desde que um jovem Michael Jordan roubou a cena, em 1985, ao entrar em quadra com seus Air Jordans vermelhos, pretos e brancos enquanto os tênis usados ​​pelos outros All-Stars eram meio que qualquer coisa. Deste momento em diante, o All-Star Game se tornaria uma vitrine de sneakers.

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Os tênis se tornaram, inclusive, um negócio maior do que o próprio jogo. Não é exagero um único modelo ofuscar o final de semana inteiro. Como em 1988, quando o mesmo Jordan estreou um novo modelo em sua cidade natal, Chicago, venceu o concurso de enterradas e foi eleito o craque do All-Star Game – o que mudaria a história da Jordan Brand.

Mas não foi só Ele (em maiúsculo) que transformou o final de semana das estrelas em uma questão de calçados. Outros também – e alguns nem precisaram calçar os sneakers para isso. Relembremos.

Michael Jordan, Air Jordan III, 1988

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Foi o ano dele. Em sua casa, venceu o Dunk Contest no sábado e marcou 40 pontos no jogo de domingo, levando para casa o prêmio de MVP pela primeira vez. Além disso, lançou o Air Jordan III (modelo apresentado a Jordan quando ele estava pensando em deixar a Nike e frequentemente creditado como o responsável por convencê-lo do contrário). Um modelo à frente de seu tempo, assim como o próprio Jordan – e um sinal de que todos os outros precisavam se atualizar.

Scottie Pippen, Nike Air Maestro, 1994

MINNEAPOLIS, MN - FEBRUARY 13:  Scottie Pippen #30 of the Eastern Conference All Stars shoots against Shawn Kemp #40 of the Western Conference All Stars during the 1994 NBA All Star Game played on February 13, 1994 at the Target Center in Minneapolis, Min (Foto: NBAE/Getty Images)

 

O All-Star Game de Minneapolis, em 1994, foi o quarto de Scottie Pippen, mas o primeiro sem Michael Jordan ao seu lado. Por isso, ele precisava chamar atenção. E seus Air Maestros vermelhos fizeram isso. Curiosamente, Pippen não foi o único a usar o modelo naquele final de semana, mas seu desempenho como MVP ofuscou todo o resto. Foram 29 pontos, quatro roubos de bola e 11 rebotes.

Chris Webber, Dada Supreme Cdubbz, 2002

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Em 2002, o All-Star Game já havia se tornado um verdadeiro show de sneakers. E mesmo com tanta concorrência, Chris Webber levou as coisas a outro nível com os seus quase desconhecidos Dada Supremes. Por que? Bom, eles eram cromados. Fato curioso, eles eram apenas o segundo modelo Dada mais legal da quadra (o de Latrell Sprewell tinha spinners de verdade). Mesmo assim, brilharam mais do que tudo no evento.

Tracy McGrady, Adidas T-Mac III, 2004

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

O que você faz quando a sua marca de tênis faz duas colorways diferentes do seu modelo para o All-Star Game? Se você for Tracy McGrady, você usa um de cada. E foi exatamente o que ele fez com seu Adidas T-Mac III vermelho e azul.

Shaquille O’Neal, Shaq Phone Shoe, 2005

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Os tênis de Shaquille O’Neal mudaram a história do All-Star Game. Em 2005, já com sua própria linha de calçados, ele teve a ideia de transformar um deles em um telefone celular realmente funcional. No ano anterior ele já havia escrito seu nome em luzes nas laterais e no ano seguinte ele teria um de seus pés transformado em um carrinho de controle remoto, mas o telefone é insuperável. Coisas que só são possíveis quando você tem um tênis número 56 nas mãos. 

Rasheed Wallace, Nike Air Force 1, 2006

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Último jogador da NBA a usar Air Force 1s em quadra com frequência, Rasheed Wallace não abandonou seu modelo favorito no All-Star Game de 2006, em Houston. Ele jogou apenas 17 minutos e marcou apenas dois pontos, mas seus tênis deram um show. Couro vermelho e azul nos calcanhares e um falso avestruz cinza-claro na frente – de fazer inveja a qualquer par de botas de cowboy.

LeBron James, Nike LeBron 9 Galaxy, 2012

Os tênis do All-Star Game da NBA (Foto: Getty Images)

 

Há dois extremos quando se trata de LeBron James e seus tênis para o All-Star: ou eles combinam perfeitamente, como os Nike LeBron 7 do All-Star Game de 2010, ou parece que alguém da Nike disse: “f**a-se”, como o LeBron 13 de 2016. O LeBron 9 do jogo de 2012 se enquadra na última categoria, mas ganha todos os pontos possíveis pela ousadia  – e ficou bonito no look com o uniforme.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

 
 

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9 de Fev, 2019 às 6:54 PST

 

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T.J. Walker, Ruth Carter, Angela Dean e Kevan Hall. (Foto: Alex J. Berliner/ABImages)

Frequentemente, grandes empresas e marcas de luxo do ramo da moda são alvos de polêmicas envolvendo racismo. A indústria, de maneira geral, é escassa em termos de diversidade, com pouquíssimos negros ocupando lugares de alto escalão em revistas e maisons, por exemplo. Nomes como Edward Enninful, editor-chefe da Vogue britânica, e Virgil Abloh, o primeiro negro a ocupar o cargo de diretor criativo na Louis Vuitton, são exceções a regra e fazem de seu trabalho uma bandeira política.

Visando diminuir tal desigualdade, Angela Dean, Kevan Hall, TJ Walker e Ruth Carter, responsável pelo figuro do filme Pantera Negra, criaram o Black Design Collective, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo apoiar designers negros com recursos, mentores e plataformas de e-commerce e oportunidades comerciais. A ideia é tornar real a inserção de novos talentos no mercado promovendo todo o suporte necessário, desde o concessão de bolsas de estudo até o auxílio na elaboração do plano de negócios e na busca por fábricas e fornecedores.

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Em entrevista ao WWD, Angela Dean, responsável por vestir celebridades como Queen Latifah e Halle Berry, declarou: “Existem muitas coisas que as pessoas não sabem que nós fazemos e que tem grande impacto. Eu sou o exemplo perfeito.” A ideia de formar um coletivo parte do pensamento de que o conjunto é mais forte que o indivíduo e de destacar a relevância da história e do trabalho de pessoas negras na indústria da moda.

Kerby Jean-Raymond, diretor criativo da Pyer Moss.  (Foto: reprodução / instagram )

 

O coletivo quer promover colaborações com grandes companhias e diferentes marcas para levar o trabalho de seus integrantes a nível internacional. Eventos ao redor do mundo, pop-ups e desfiles também fazem parte da estratégia de expansão do coletivo. Além disso, está sendo discutida a ideia da construção de  uma loja virtual e outra física do Black Design Collective para abrigar as marcas de pessoas ligadas ao projeto e servir como uma ponte para o mercado global.

Atualmente, o grupo está cediado em Los Angeles e conta com 40 pessoas, entre designers, figurinistas e stylists, incluindo a grande revelação Kerby Jean-Raymond, a mente por trás da Pyer Moss. Em breve, o coletivo irá ministrar workshops e palestras, incluindo online, sobre temas diretamente ligados aos negócios da moda.

A taxa para fazer parte do Black Design Collective é baixa, começando em US$ 20 por ano para estudantes e US$ 50 para designers que já estão atuando na indústria há cinco anos ou mais.

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O "bilhete" com o qual a Burberry anunciou sua chegada a Londres (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Sob o comando de Riccardo Tisci, a Burberry tem passado por consideráveis mudanças em sua moda. Para sua sorte, você pode aocmpanhar a mais recente página desse novo capítulo assistindo ao vivo ao desfile de outono inverno 2019 da marca na Semana de Moda de Londres. Dê o play abaixo.

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No alto, Cartier Calibre de Cartier Diver R$ 37.300 | à esquerda, TAG Heuer Formula 1 R$ 6.234 | à direita Montblanc TimeWalker Chronograph UTC R$ 21.600 | Rolex Cosmograph Daytona Preço sob consulta (Foto: Deborah Maxx | tratam…

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Uri Levine, cofundador do Waze (Foto: Getty Images)

 

“Erguer uma startup é exatamente como estar apaixonado”. Foi neste tom que Uri Levine, empresário cofundador do Waze, engatou apresentação para internautas e empreendedores durante a Campus Party na última sexta-feira (15). Uri usou sua experiência como fundador de dezenas de negócios e projetos (entre eles a plataforma Engie, lançada em 2017 no Brasil) para aconselhar a plateia sobre o que é necessário para empreender.

O empresário aponta que abrir um negócio envolve etapas similares aos de um romance, desde a busca pela ideia perfeita até a sensação de sentir-se alienado pelos amigos e colegas discrentes de seu plano. Pode ser que a ideia de ter borboletas no estômago sobre a criação de pequenas ou médias empresas soe estranho, mas Uri reforça: “A realidade é que você precisa sentir-se apaixonado para encarar as dificuldades da jornada”.

Apaixonar-se, no contexto de Uri, envolve algumas atitudes particulares. “Celebre tudo aquilo que for a primeira vez”, aconselha o empresário. Inclusive as disputas legais. “Se alguém está te processando por infringir patente, isso significa que alguém se importa, que há alguém no mercado acreditando que o que você faz é significante o bastante que vale a pena te impedir”, conclui.

Mural do Waze celebra marcas diversas (Foto: Getty Images)

 

Uri é particularmente fã de uma frase em especial: “Se apaixone pelo problema, e não pela solução”. No palco, o cofundador do Waze carregou a máxima estampada orgulhosamente na camisa enquanto andava para lá e para cá, microfone na mão. “Quando você pensa no problema, acaba-se muito mais focado na criação do produto ideal”, explica.

Problema, no entanto, não é um substantivo simples. Uri lembra como foi os primeiros dois anos da plataforma, e quais seus primeiros entraves na dura luta pela retenção de usuários (métrica que, nas palavras de Uri, significa em definitivo que “tem gente realmente usando seu serviço”): 

“Levantamos capital no começo de 2008, foi aí que começamos a companhia. Lançamos o primeiro produto em 2009 – ele funcionava em um celular Nokia – e percebemos que ele já operava muito bem, mesmo tendo começado do nada: os usuários foram criando os mapas e informações de tráfego enquanto usavam o app. Isto foi se tornando popular em Israel a ponto de decidirmos lançá-lo em outros lugares. Em 2010, disponibilizamos o Waze praticamente em todo canto do mundo.”

“No começo de 2010, você poderia baixar o Waze no seu celular aqui em São Paulo – exceto pelo fato de que ninguém aqui na plateia de fato fez isso. Não era bom o bastante. Acontece que o que é ok em um lugar como Israel, não é o suficiente em qualquer canto: usuários começaram a receber informações falsas sobre como ir de A a B.”

“As pessoas gostaram da história – nós como motoristas lutando juntos contra congestionamentos. Elas baixaram o app, mas ele não era bom o bastante e elas desistiram.”

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Foi só depois de 2010, um ano de constantes melhorias e adaptações na plataforma que se tornaria o Waze que conhecemos hoje, que o app foi conquistando seu lugar sob o sol. Dominar um problema, acredita Uri, é sinônimo de dominar um mercado. Mas envolve conhecer como cada lugar e tipo de usuário se apropria dele:

“Olhe para o Waze e o valor que criamos para os israelenses. Para nós, a chance de podermos ser mais espertos que o tráfego e chegar onde queremos dois minutos antes é o que nos deixa animados, certo? Daí você vai para a América e pergunta ‘qual o valor do Waze para você?’, e eles vão contar que agora eles sabem quando vão chegar onde precisam. Eles não ligam em superar o tráfego, eles querem ter um tempo e chegada estimado. Daí você vai para a Itália com a mesma pergunta, e eles te dizem que se importam mesmo em saber o que está acontecendo na rua.”

Uri exibe energia de coach no palco, e esteve disponível para uma fila extensa de campuseiros até quase as dez horas da noite, bem depois do fim de sua palestra. Mas não é como se ele fosse um cara sem alguns limites: “Acontece que ouço muito empreendedores contarem suas histórias, e se eles começam dizendo ‘estamos construindo…’ eu digo ‘pare! Não me diga o que você está fazendo, mas sim por que você está fazendo”. 

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