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João Amôedo é fundador do partido Novo

João Amôedo é fundador do partido Novo
Reprodução/ Facebook

O candidato do partido Novo a presidente da República, João Amôedo, declarou à Justiça Eleitoral R$ 425 milhões em bens. Ele é, até o momento, o candidato ao Palácio do Planalto mais rico dos seis com pedido de registro de candidatura já formalizados na Justiça Eleitoral.

No total, 13 chapas concorrem à sucessão de Michel Temer e devem solicitar o registro até esta quarta-feira (15). Somados, os outros cinco candidatos que já informaram seu patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral possuem R$ 3,1 milhões.

Os bens mais valiosos do candidato são aplicações financeiras, imóveis, objetos colecionáveis (obras de arte e joias), embarcações, automóveis, quotas de empresas e ações.

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Amôedo possui uma aplicação de renda fixa de R$ 217 milhões. A Justiça Eleitoral não detalhou os bens dos candidatos neste ano. Uma das empresas da família dele é a Fina Participações, holding com sede em São Paulo. Outra, é a CSA Fomento Comercial, também registrada em São Paulo.

Candidato a vice na chapa dele, o professor e cientista político Christian Lohbauer, informou possuir bens avaliados em R$ 4,1 milhões. Os outros cinco vices, juntos, somam R$ 8,1 milhões.

Fundador do partido Novo, Amoêdo é engenheiro e administrador de empresas e fez carreira no setor financeiro, tendo começado no Citibank. Amoêdo foi vice-presidente do Unibanco, fez parte do conselho de administração do Itaú-BBA e até o ano passado era conselheiro da João Fortes Engenharia.

Neste ano, ele poderá financiar a própria campanha até o limite de R$ 70 milhões no primeiro turno. Ele também poderá bancar mais R$ 35 milhões no segundo turno, caso avance na disputa.

Com base na lei eleitoral, o presidenciável está apto ainda a distribuir a outros candidatos, como doação, valores até o limite de 10% de seus rendimentos no ano anterior. Ele prega que os partidos não usem recursos públicos.

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Cabral prestou depoimento nesta segunda (13)

Cabral prestou depoimento nesta segunda (13)
JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – 13.08.2018

O ex-governador do Rio Sergio Cabral (MDB) voltou a admitir nesta segunda-feira (13) que recebeu recursos de caixa 2 durante suas campanhas eleitorais, mas negou que “tenha agido como corrupto”. Segundo ele, os recursos de campanha que recebeu e não foram contabilizados nunca foram acompanhados de promessas ou garantias de contratos durante seus governos.

Cabral foi ouvido durante uma hora pelo juiz Marcelo Bretas em audiência realizada na 7.ª Vara Federal Criminal no Rio. O depoimento faz parte do processo decorrente da Operação Unfair Play, que investiga suposta compra de votos para o Rio sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Na quinta-feira, 9, Cabral já havia participado de audiência sobre esse caso.

Nesta segunda-feira, o ex-governador voltou a admitir o uso de recursos não contabilizados. “Fiz uso de caixa 2. Não estou dizendo que é um mal menor. Não é estratégia de defesa”, disse. “O que eu não fiz foi pedir propina, agir como corrupto. Eu nunca cheguei ao Arthur Soares para pedir isto ou aquilo.”

Segundo Cabral, o empresário Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur” e que tinha alguns dos principais contratos com o governo do Estado do Rio, colaborou com sua campanha nas eleições de 2002 (o emedebista, na ocasião, concorreu ao Senado) 2006 e 2010 (governo do Estado), além de doar também, a pedido de Cabral, a aliados nos pleitos municipais de 2004, 2008 e “talvez” 2012. “Recebi em torno de R$ 5 milhões”, calcula.

Cabral procurou também se desvincular de atos nos quais secretários de seu governo são investigados por suposto recebimento de propina, caso, por exemplo, do ex-chefe da Pasta da Saúde Sérgio Côrtes. “Eu descentralizava tudo”, afirmou. “Não posso responder por terceiros.”

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Ministra afirmou que a Lei da Ficha Limpa é uma das três melhores do mundo

Ministra afirmou que a Lei da Ficha Limpa é uma das três melhores do mundo
Futura Press/Folhapress

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, exaltou a participação popular e elogiou a Lei da Ficha Limpa, que disse ser umas das melhores normas legais sobre o assunto em todo mundo.

“A Lei da Ficha Limpa é de iniciativa popular, foi o conjunto de cidadãos que levou ao Congresso Nacional aquilo que lhe parecia próprio, uma lei considerada pela ONU [Organização das Nações Unidas] uma das melhores leis que existem, uma das três melhores do mundo”, ressaltou.

A declaração foi dada na abertura de um seminário sobre os desafios da democracia e das eleições, em uma universidade particular de Brasília, do qual também participaram o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, e o ministro Tarcísio Vieira, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Governos legítimos

Em sua fala, Cármen Lúcia fez também uma defesa de governos que foram escolhidos em eleições diretas, mas que têm ou tiveram sua legitimidade contestada recentemente pela sociedade.

“Eu escuto agora falar que, no plano nacional e no plano estadual, o governo tal não tem legitimidade. Tem sim. Se foi eleito segundo as normas constitucionais e eleitorais, a pessoa que foi levada por nós, cidadãos, nós, eleitores, com a responsabilidade que temos com nosso país, é claro que nós temos uma legitimidade”, disse.

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Forças Armadas vão dar suporte à aplicação do Enem 2018

Forças Armadas vão dar suporte à aplicação do Enem 2018
Ricardo Moraes/Reuters

As provas do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) 2018 serão aplicadas com o apoio das Forças Armadas. A determinação foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta segunda-feira (13).

De acordo com o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, a medida é uma resposta do órgão a uma solicitação do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), pasta responsável pelo exame. Na ocasião, 22 de março, o Ministério da Educação solicitou apoio de armazenagem segura das provas em Organizações Militares.

Segundo a portaria, a execução do Enem em todo o País exige “grande esforço logístico” e as Forças Armadas “deverão utilizar os meios necessários” para que o exame aconteça, sobretudo de forma segura.

O Ministério da Defesa, no entanto, não divulgou o número de soldados que serão postos para garantir o armazenamento das provas.

O edital do Enem continua prevendo a realização de revista eletrônica nos locais de prova, por meio do uso de detectores de metais. A novidade deste ano é que os alunos também deverão permitir que os artigos religiosos, como burca e quipá, sejam revistados pelo aplicador das provas. Quem não permitir a revista poderá ser eliminado.

Enem

Os candidatos interessados em participar do Enem tiveram o prazo de 7 a 18 de maio para se inscreverem no certame. Neste ano, conforme regras publicas pelo Inep, os candidatos terão 5h para fazer a prova do segundo dia — 30 minutos a mais em relação ao mesmo exame de 2017. No primeiro dia, porém, o prazo permanece o mesmo: 5h30.

Assim como em 2017, neste ano as provas serão realizadas em dois domingos seguidos: nos dias 4 e 11 de novembro. A estrutura da prova também não mudou: no primeiro dia, serão aplicadas as provas de Redação, Linguagens e ciências humanas. No segundo dia, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática.

O valor da taxa de inscrição foi de R$ 82 — mesmo valor praticado em 2017.

O exame conta com quatro provas objetivas, sendo que cada uma delas contará com 45 questões de múltipla escolha. As provas objetivas e a redação avaliarão as áreas de conhecimento do ensino médio e os respectivos componentes curriculares: áreas de conhecimento componentes curriculares; linguagens, códigos e suas tecnologias e redação; língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação, física e tecnologias da informação e comunicação; ciências humanas e suas tecnologias história, geografia, filosofia e sociologia; ciências da natureza e suas tecnologias química, física e biologia; matemática e suas tecnologias.

O Inep vai divulgar os gabaritos das provas objetivas no site do Enem 2018 e no aplicativo oficial do Enem até o terceiro dia útil após a última prova. O participante poderá acessar os resultados individuais do Enem 2018, em data a ser divulgada posteriormente, ao informar CPF e senha.

Imprevistos

Segundo o edital deste ano, o participante afetado por problemas logísticos durante a aplicação poderá solicitar reaplicação do exame em até cinco dias úteis após o último dia de aplicação. Os casos serão julgados individualmente pela Comissão de Demandas.

No ano passado, cerca de 3.500 estudantes tiveram que refazer as provas em outra data por problemas como falta de energia nos locais do exame.

Direitos Humanos

O Inep retirou do edital o item que determinava que a redação que desrespeitasse os direitos humanos teria nota zero. No ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a suspensão da regra que previa a anulação da redação que violasse os direitos humanos.

Os resultados do Enem poderão ser usados em processos seletivos para vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) e para obter financiamento pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

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