FPS, UVA, UVB, imunoproteção oral: você sabe comprar filtro solar? | Noticias

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FPS, UVA, UVB, imunoproteção oral: você sabe comprar filtro solar?
filtro solar (Foto: gettyimages)

 

Ok, você já entendeu que usar filtro solar é mandatório. Mas você sabe qual produto usar? Sabe o que significam todas aquelas siglas (FPS, PPD, UVA, IR) do rótulo? E que, se aplicar da forma errada, o protetor solar pode não funcionar? Essas informações podem ser cruciais na escolha do protetor solar que funciona para você. “A falta de entendimento sobre o rótulo do protetor solar pode demonstrar que a pele não está recebendo a proteção que precisa”, destaca a dermatologista Dra. Claudia Marçal. Encontre tudo que você precisa saber na lista abaixo e aprenda a usar protetor solar sem complicação:

Antioxidantes — Moléculas que impedem a formação de radicais livres (e em alguns casos revertem os danos causados por eles), os antioxidantes são considerados excelentes aliados do protetor solar no dia-a-dia. “O protetor solar deve ir além dos ativos de proteção: ele deve ser um multibenefícios com elementos de ação antioxidante para imediatamente reparar o processo inflamatório formado em função da radiação”, destaca a dermatologista.

Cor — “Filtros de alta cobertura, com base e cor fazem parte dos últimos lançamentos em fotoproteção. Ao contrário do que muitos pensam, a cor não é meramente estética, ela serve como uma barreira física à luz visível”.

Filtros — Divididos entre químicos e físicos, os filtros de fotoproteção atuam de maneiras diferentes. “Os filtros físicos são partículas inorgânicas que refletem ou dispersam a radiação, já os químicos são partículas orgânicas que absorvem o fóton de energia”, explica. No protetor, é importante associar o uso dos dois, segundo a médica. “Os filtros físicos bloqueadores agem como uma parede de tijolos — onde a luz bate e volta sem ser absorvida. Os filtros químicos são importantes, mas na sudorese, na água do mar, a molécula fica quimicamente instável e deixa de proteger”, explica.

FPS — A sigla de Fator de Proteção Solar refere-se apenas aos raios UVB. “É o valor obtido pela razão entre a dose mínima eritematosa na pele protegida por um protetor solar e a dose mínima eritematosa na mesma pele quando desprotegida”, explica. De forma simplificada, é uma conta feita usando o tempo que sua pele leva para ficar vermelha sem protetor e com protetor. Mas um FPS alto vai necessariamente me proteger? A dermatologista explica que não: “Hoje se descobriu que a proteção solar que leva em consideração apenas a questão do eritema (vermelhidão) desconsidera a dose suberitematosa, que é um dano criado antes mesmo da pele ficar vermelha, dando origem a chamada “sunburn cells” (ou células que sofreram alterações importantes pela radiação ultravioleta apresentando degeneração no seu DNA, promotoras mais tarde da possibilidade de cancerização)”, destaca a médica, que recomenda FPS de no mínimo 30. “Mas não esqueça a proteção contra o UVA, infravermelho e luz visível!”

Imunoproteção oral — Segundo a Dra. Claudia Marçal, mais recentemente tem se falado muito na questão dos pré e probióticos associados à formulação local e via oral com conceito de defesa e imunologia da pele. “Os filtros imunoprotetores via oral vieram para ficar com propriedades de melhora da resistência cutânea e imunológica. Eles funcionam como verdadeiros guardiões quando associados aos protetores locais, para preservar a estrutura e evitar a desnaturação do DNA celular por proteger as células imunológicas da pele e reverter em parte os danos biológicos e inflamatórios causados pela exposição exagerada ao sol”, enfatiza. Quer saber o que usar? “Os mais importantes são o Polipodium Leucotomus, Picnogenol, Astaxantina, Luteina, Extrato de White e Green Tea, Resveratrol e ácido elágico da Romã, sempre associando ao uso de silício orgânico Exsynutriment para melhora do aspecto da flacidez”. Mas, cuidado: isso não substitui o protetor de uso tópico!

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IR — Infrared (infravermelho ou IV) é sentido através do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular — onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade e uma piora no aspecto geral com a destruição do arquétipo da pele. Além de um maior potencial de cancerização”. A dermatologista explica que, para evitar a flacidez e rugas, é importante o uso do bloqueio físico solar e antioxidantes que diminuam o processo inflamatório causado pelo Infrared.

Luz visível — “Presente na nossa rotina diária, ela é capaz de promover a médio e longo prazos um quadro de eritema mesmo que subcutâneo, mas já suficiente para gerar a presença das sunburn cells”, explica. A médica ilustra que a luz visível atua no estímulo da melanogênese, resultando em manchas. “As pessoas que têm tendência ao melasma não podem só pensar em ter um fotoprotetor com UVA e UVB. Tem que ter algum tipo de ativo que combata a ação danosa do Infrared e luz visível. São ativos tirados de extratos vegetais que têm ação anti-inflamatória e bloqueadores como dióxido de titânio”, acrescenta.

PPD — Persistant Pigment Darkening indica o grau de proteção contra os raios UVA. Nos rótulos, o PPD pode aparecer como FPUVA (Fator de Proteção UVA). “O PPD ideal é a partir de 10 e deve representar, no mínimo, um terço do FPS”, explica.

UVA — Principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), esse tipo de radiação atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres. “Os raios UVA afetam a pele o ano todo, independente da estação. Esse tipo de radiação não é bloqueado totalmente com protetor solar e traz prejuízos, desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele”, explica a dermatologista.

UVB — A radiação ultravioleta B deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre às 10 da manhã e às 4 da tarde. “Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta.

Veículo — Gel, creme, loção, spray, bastão: todos esses são veículos dermocosméticos que devem ser considerados na hora da escolha de um fotoprotetor, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade. “Pacientes com pele com tendência à acne devem optar por veículos livres de óleo ou gel creme. Pacientes que praticam muita atividade física devem evitar géis, pois eles se diluem facilmente”, finaliza.


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