Michael Kors adquire a Versace por US$ 2,1 bilhão | Noticias

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Michael Kors adquire a Versace por US$ 2,1 bilhão
Desfile da Versace em Milão (Foto: Divulgação)

 

A Versace, até então uma das grandes marcas independentes do cenário fashion europeu, se torna oficialmente parte do grupo americano Michael Kors. A transação, confirmada nesta terça-feira (25), engloba um valor aproximado de US$ 2,12 bilhões (R$ 8,74 bi) incluindo dívida líquida, número que representa 2,5 vezes o valor de mercado atual da grife e até 22 vezes sua receita antes de impostos, taxas, amortizações e depreciação. Um montante e tanto, em outras palavras.

A compra, cujo valor é majoritariamente em dinheiro (apenas 150 milhões de dólares - R$618 mi - serão ofertados em ações), deve ser concluída no final de 2019.

Quanto ao controle da Versace, a direção segue majoritariamente nas mãos do diretor executivo Jonathan Akeroyd e de Donatella, Santo e Allegra Versace. A Kors, por outro lado, já anunciou ter planos para o futuro da marca, incluindo expandir sua rede de lojas físicas de 200 para 300 endereços, investir em e-commerce e aumentar a participação da linha de acessórios e footwear da grife - que hoje correspondem a 35% dos negócios, mas deve aumentar para 60% de acordo com planejamento do grupo.

A compra é uma ação estratégica para a Michael Kors. O grupo, que deve mudar seu nome para Capri Holdings, espera assegurar uma posição de prestígio no mercado de luxo, ao lado de conglomerados como KeringLVMH e Richemont. Seria, trocando em miúdos, uma tentativa de criar um selo americano que possa competir com os monolitos europeus do setor de luxo - mercado que tem visto maior participação yankee desde 2016. Para tanto, a companhia fechou alguns endereços em 2007 para diminuir sua participação não-rentável em lojas de departamento e se focou em aquisições estratégicas. Antes da Versace, foi a fabricante de sapatos e acessórios Jimmy Choo, adquirida em julho do ano passado por US$ 1,2 bilhão. O mercado de luxo é um bolo que deve crescer em 8% este ano, segundo a consultoria de gestão Bain (via BoF), e abocanhar um pedaço dele não é mesmo má ideia.

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A Versace havia cancelado uma oferta pública inicial de ações em janeiro deste ano devido a um clima de mercado que jogava contra a decisão. Em 2014, no entanto, a marca já havia cedido parte de seu controle para a empresa de participações americana Blackstone, que comprou 20% da grife. Apesar das recentes dificuldades financeiras da Versace, fontes sugerem que a Kors não era a única compradora possível: LVMH, Kering e as também americanas PVH Corp. e Tapestry teriam interesse na marca de luxo.

A Versace segue nos passos de outras marcas independentes europeias vendidas recentemente. Entre elas estão a família Missoni, que fez acordo para participação minoritária para uma empresa com respaldo do governo italiano, e a Dries Van Noten, que em junho também vendeu participação minoritária para o grupo espanhol Puig.

 


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