Morre o pianista Mário Edson, personagem da noite paulistana | Noticias

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Morre o pianista Mário Edson, personagem da noite paulistana
Os donos do Baretto em 2017: Mário Edson (sentado) comandava a música e Rogério Fasano providenciava o que ele precisasse. (Foto: Robert Astley Sparke)

 

Quase vinte anos no comando do piano do Baretto, o bar do Hotel Fasano, fizeram com que a figura do pianista Mário Edson e do local se misturassem. Falecido na manhã desta terça-feira (18) aos 81 anos, o músico era a grande atração do espaço e impressionava qualquer um que lá fosse por sua vitalidade. 

"De onde você tira essa energia?", perguntou certa vez Chico Buarque a Mário. Brincalhão incorrigível, nem pestanejou: "Do sereno". Cinquenta e quatro anos de experiência (33 deles no Grupo Fasano) lhe deram, além de vigor, fina sensibilidade.

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Na descrição de Marina Lima, que se apresentou mais de uma vez no bar, Mário era “um cara que toca muito, bem-humorado, exigente, um grande músico e boa praça”. Além disso, alguém com um arsenal imenso de histórias para contar, acumuladas desde que foi contratado pelo Can-Can, um inferninho da Avenida Nove de Julho, em São Paulo, há mais de meio século.

"Sentiremos muito a falta desse grande amigo", diz o Grupo Fasano em um comunicado. "Sua presença nas noites do Baretto, onde comandava o palco com maestria e alegria, será lembrada com eterna saudade", continua o texto.

Mário foi ouvido pelo pessoal do U2, por John Pizzarelli e por Tim Ries, saxofonista dos Rolling Stones, que, após ter feito show no Baretto, pediu para dar canja, estendida até as 5h da manhã.

"Tudo cabe na noite”, dizia o músico. "Ela tem os seus mistérios".


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