Carros de luxo: 5 modelos pensados para quem anda só no banco de trás

O Lexus LS500H tem controle que neutraliza ruídos externos (Foto: Divulgação)

 

Ter um superesportivo da Ferrari ou da Lamborghini na garagem pode representar o ápice do sucesso pessoal. Mas esses modelos …

Marcelo Sampaio celebra a vida com o marido e o filho: “somos três em um”

Da esquerda para a direita: Eduardo Indig, o filho Manoel e Marcelo Sampaio  (Foto: Nellie Solitrenick)

 

O apresentador Marcelo Sampaio e o marido, o dentista Eduardo Indig, comemoraram as bodas de prata de casamento no último fim de semana, em Cotia, na Grande São Paulo. Uma festa íntima e sóbria para celebrar 25 anos de um relacionamento estável, cujo principal fruto se tornou parte da história do Brasil: o filho Manoel Eduardo Indig Sampaio, de 11 anos.

Por causa de Manoel, Sampaio e Indig viraram notícia há quase uma década. Após uma longa batalha na Justiça, eles se tornaram primeiro casal masculino a adotar uma criança no Brasil, em 2009. Em 2011, novamente com ajuda dos advogados, os dois se casaram, dois anos antes da regularização do casamento gay no Brasil.

“Não qualifico Eduardo mais como meu companheiro. É meu marido. Somos casados na lei desde 2011 e há 25 anos casados no coração. No caso do Manoel, sim, tivemos diversas dificuldades – principalmente pelo preconceito no judiciário”, relembra Sampaio em entrevista à GQ.

Celebrando a estabilidade e a vida compartilhada com as pessoas amadas, a família se apega à sinceridade. “Somos autênticos um com o outro e não admitimos que Manoel não seja 100% verdadeiro com a gente”, comenta Sampaio. O apresentador, aliás, lembra que o convívio de um relacionamento real está longe de parecer comercial de margarina.

Marcelo Sampaio, o filho Manoel e Eduardo Indig (Foto: Nellie Solitrenick)

 


“O que é um casamento feliz? Todo casamento tem suas felicidades e suas tristezas. Abrimos mão de muita coisa na vida a dois. O que importa é que Manoel perceba seus pais e a nossa relação como ela realmente é, com vitórias, derrotas, alegrias e até crises conjugais”, reflete. Confira o papo na íntegra abaixo.

Marcelo, você e o seu companheiro foram pioneiros ao adotar o Manoel Eduardo, em 2009. Conte para a gente como foi esse processo e quais foram as maiores dificuldades na época.

Não qualifico Eduardo mais como meu companheiro. É meu marido. Somos casados na lei desde 2011 e há 25 anos casados no coração. No caso do Manoel, sim, tivemos diversas dificuldades. Principalmente o preconceito no judiciário. Foi uma luta árdua e dolorosa, graças a Deus com um final feliz. Na verdade, não aceitaria outro final. Fomos proibidos de vê-lo por um juiz de primeira instância e depois por um desembargador na segunda instância. Esse mesmo desembargador ficou muito doente e o corpo julgador foi mudado por homens mais conscientes e abertos. Foi aí que ganhamos. Manoel nasceu para ser nosso filho e nascemos para sermos pais de Manoel.

O assunto adoção ainda é assunto da família?

Não necessariamente. Manoel nasceu de nossos corações. Não existe porque falar sobre isso toda hora. Tudo está muito claro e transparente, mas levamos uma vida absolutamente comum e cotidiana. Por que valorizar isso o tempo todo? Ele é nosso filho e ponto.

De lá para cá, você sente que o mundo e, principalmente, a sociedade brasileira evoluíram?

Muito. Principalmente nos pais dos colegas do Manoel. Ele tem um convívio natural na escola e na sociedade. Temos muitos amigos especiais que são pais de amiguinhos do Manoel. Hoje, as pessoas preocupam-se mais com valores e atitudes do que com regras antes pré-estabelecidas.

Eduardo Indig, Manoel e Marcelo Sampaio (Foto: Nellie Solitrenick)

 

Muito se fala no termo “nova família”. Quais são as diferenças entre a sua criação e a do seu filho?

Nenhuma. Sou fruto de uma mãe viúva muito jovem. Meu marido, Eduardo, de uma mãe separada também jovem. Já viemos de famílias não tradicionais. Nossas mães sempre foram guerreiras e nossas famílias abertas ao amor acima de tudo. Nossas mães sempre amaram nossa relação mesmo não tendo sonhado com isso para nós. Hoje tenho a certeza da nossa escolha e felicidade. Melhor, sempre tive. Então, o que questionar? Nosso filho é amado assim como fui amado e como Eduardo foi amado. Um garoto com uma família incrível que está ao seu lado “full time”.

Falando como pai, o que você não abre mão no ambiente familiar?

Respeito e verdade. Somos autênticos um com o outro e não admitimos que Manoel não seja 100% verdadeiro com a gente. Estamos sempre muito juntos e unidos. Somos três em um.

E quais são os princípios que você considera essenciais na educação do seu filho?

Queremos sua felicidade acima de qualquer coisa. Que ele seja um condutor de boas novas àqueles que não tiveram a mesma sorte que ele nessa vida. Queremos um filho generalista, que respeite o espaço do outro e que não se venda por favores e vantagens. Um homem que conquiste seu espaço com seu mérito, assim como seus pais.

Um casamento feliz ajuda na criação de uma criança?

O que é um casamento feliz? Todo casamento tem suas felicidades e suas tristezas. Abrimos mão de muita coisa na vida a dois. O que importa é que Manoel perceba seus pais e a nossa relação como ela realmente é, com vitórias, derrotas, alegrias e até crises conjugais. Uma família real, não a real inglesa. A real daqui de casa mesmo (risos).

+ Nove homens GQ discutem os padrões da paternidade contemporânea, sem fórmula e sem medo de errar
+ Primeiro casamento gay da América Latina foi uma fraude, diz ativista

Os tênis da semana: tecnologia também pode ser estilosa

Tecnologias que melhorem a respiração, o amortecimento ou a responsividade do seu tênis podem fazer bem não só a seus pés, joelhos e ligamentos, mas também podem ser bem estilosas.

+ Uma história oral de como os Vans se tornaram os tênis que todo mundo usa
+ Esse tênis reflete a funcionalidade urbana da atualidade

Para explorar

O Timberland Flyroam Aerocore (Foto: Divulgação)

 

A Timberland continua investindo em sneakers e a nova aposta é o Flyroam Aerocore. Com uma combinação de knit e couro, o modelo foi pensado para vestir como uma meia. O trunfo, segundo a marca, é a tecnologia Aerocore, que une aerodinâmica, amortecimento e retorno de energia em um solado feito em partes de borracha reciclada.

Por R$ 649,99 nas lojas físicas e no site da Timberland.

Para correr

O Puma Hybrid Rocket Runner (Foto: Divulgação)

 

Qual a melhor forma de unir duas características de modelos diferentes em um só? Criando um híbrido, claro. Pelo menos foi isso que a Puma fez com a nova linha Hybrid, que mistura duas tecnologias da marca: Ignite e Nrgy. A espuma “híbrida” da sola deixa o amortecimento e o retorno de energia mais potentes. A estrela da coleção é o modelo HYBRID Rocket Runner, que ainda traz um cabedal de evoKNIT.

Por R$ 599,90  (a partir da próxima segunda, 24) no site da Puma e nas lojas Centauro e Netshoes.

Para fugir

O Reebok DMX Run 10 Predator (Foto: Divulgação)

 

Sabe o Predador? Aquele monstrão high tech que matava geral? A Reebok resolveu homenagear sua volta aos cinemas e relançar um modelo especial: o Reebok DMX Run 10 (como já havia feito com o Alien). Cada parte do sneaker homenageia algo da obra: a camuflagem, as frases nas línguas, a etiqueta pendurada nos cadarços e até a caixa.

Por R$ 999 no site da Reebok.

Trekking e hiking: qual a diferença, onde e como começar

Turismo (Foto: Divulgação)

 

“Caminante no hay camino, se hace camino al andar”. A frase do poeta espanhol Antonio Machado poderia ser um slogan para o que está por vir nos esportes. Ao que tudo indica, em 2019 vamos ocupar as trilhas do Brasil e do mundo. A WGSN, empresa de previsão de tendências cravou que agora “Hiking is the new yoga”. O hiking e o trekking (que nada mais são do que trilhas na natureza) vão viralizar.

Os motivos são simples: o primeiro, estamos saturados com tanta informação e vamos buscar na conexão com a natureza um forma de relaxar, e o segundo, trilhas são altamente instagramáveis. “Nossas vidas viraram uma lista de “tasks”/“to-do’s”, e a conexão com a natureza tem a habilidade de relaxar”, explica Maria Kowalski, executiva de marketing da WGSN. “A tendência também está atrelada aos benefícios mentais que traz: diminui os níveis de depressão, ansiedade, dores de cabeça e inflamações. Foi comprovado que a prática tem alto poder meditativo, pela atenção que exige, baixando os níveis de cortisol no corpo.

Estamos em um momento de enxergar os esportes não mais como uma obrigação para ficar com o corpo estético, e sim como algo que nos faça refletir e relaxar”. Gostou da ideia, mas está em dúvida para onde ir? Otávio Lino, da operadora de viagens de aventura Pisa Trekking, indica 10 destinos incríveis para todos os níveis de “caminhantes”. Partiu?

Mundo afora
As Lagunas Altiplanas em San Pedro de Atacama (Foto: Divulgação)

 

Do nível fácil ao avançado, escolha seu destino:

Deserto do Atacama, Chile – O deserto de Atacama é um destino ótimo para quem está começando a fazer trilha e quer algo mais contemplativo. A maioria das caminhadas são de leves a moderadas, mas para quem quer algo mais desafiador, é possível subir até o topo do vulcão Toco, com 5.640 m.

Circuito W Torres del Paine, Chile – Imperdível para quem gosta de uma boa aventura, o destino na Patagônia Chilena tem caminhos acidentados na subida até a base das Torres, feita em 4 ou 5 dias de trilhas. O clima é outro fator que dificulta, já que pode ventar, chover, esfriar muito e até fazer calor no mesmo dia. A vantagem: dá para dormir nos abrigos de montanha dentro do parque.

O Everest (Foto: Divulgação)

 

Trilha de Salcantay, Peru – A trilha inca clássica é cheia de sítios arqueológicos no caminho. Ela é limitada a 500 pessoas por dia e é preciso fazer reservas com muita antecedência. Por isso, a trilha de Salcantay surgiu como uma alternativa. Rodeada de montanhas nevadas, florestas, lagos e até águas termais, hoje ela é a primeira opção para muitas pessoas que estão a caminho de Machu Picchu. 

Santiago de Compostela, Espanha – Existem muitos caminhos que levam até a catedral da cidade de Compostela, a rota de peregrinação mais conhecida do mundo, sendo que o mais longo mapeado tem mais de 800 km de extensão, que costuma ser feito em cerca de 40 dias de caminhada. 

Campo base do Everest, Nepal – Uma das expedições mais desafiadoras é chegar até o acampamento base do Everest, a 5.400 m de altitude. O caminho começa em Lukla, no interior do Nepal, e leva pelo menos 11 dias de caminhada por altitudes acima dos 4.000 m em boa parte do caminho. 

A mochila ideal para o trekking (Foto: Deborah Maxx)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

+ Um guia de escalada pelo Brasil
+ Conheça a plataforma online de agendamento de esportes radicais

No nosso quintal
A Chapada Diamantina (Foto: Pisa Trekking/Otávio Lino/Exposição Raiz/Divulgação)

 

O brasil tem opções de trilhas para todos os gostos e níveis. 

Chapada dos Veadeiros, Goiás – Existem várias trilhas nesse Parque Nacional e no seu entorno. Algumas são muito fáceis, outras um pouco mais exigentes, como a trilha até os Saltos do Rio Preto, cartão postal de Veadeiros. Nos 648 km² que compõem a área do parque, impressionantes atrativos naturais dão fama à região, como os Saltos do Rio Preto, a Catarata dos Couros, o Poço Azul, o Vale da Lua e a Cachoeira de Santa Bárbara.

Parque Nacional de Itatiaia, Minas Gerais – Mais um destino com trilhas capazes de agradar quem nunca fez trekking na vida, como o Circuito 5 Lagos, e outras complexas, que exigem acampamento, mochila cargueira e experiência, como a Travessia Marins x Itaguaré. O planalto do Itatiaia possui uma formação rochosa distinta de toda a Mantiqueira, com pedras esculpidas pelo vento e pela água.

Itatiaia (Foto: Pisa Trekking/Otávio Lino/Exposição Raiz/Divulgação)

 

Chapada Diamantina, Bahia – A travessia do vale do Pati já foi escolhida como a mais bonita do Brasil há alguns anos, hoje ela é uma das mais clássicas. A viagem de 8 dias passa por cachoeiras, lagos de água cristalina, leitos de rios e grutas.

Travessias Jalapoeiras, Tocantins – Até pouco tempo atrás, não havia opções de trekking na região. Hoje, é possível fazer 3 dias de caminhada intensa (27k m no 1º dia, o mais longo), seguidos de dias de caminhadas e rafting, o que transforma o roteiro em uma viagem multiaventuras. O sol escaldante e a vegetação baixa do cerrado fazem dele um destino difícil.

Monte Roraima, Roraima – Pelo isolamento e pela distância caminhada (no mínimo 100km), esse roteiro é considerado um dos mais difíceis do Brasil. Ao longo do caminho, terrenos escorregadios e acidentados, rochas íngremes e rios gelados desafiam. A natureza exuberante é o prêmio dos corajosos. 

A mochila ideal para o hiking (Foto: Deborah Maxx)
Trekking x hiking

É comum que haja confusão entre esses dois termos que se referem à caminhada na natureza. Entenda, afinal, o que diferencia um do outro. A primeira dica é: não chame qualquer trilha de trekking. Para que sua caminhada na natureza seja considerada trekking é preciso que essa aventura seja de longa duração. Em geral, os trekkings duram mais de um dia. Além da caminhada, é preciso passar a noite em meio à natureza, seja em alojamentos preparados no meio da rota, em residências de moradores locais ou em barracas.

O hiking é mais acessível e rápido, não dura mais de um dia, por isso não é necessário carregar apetrechos de acampamento ou grandes mochilas. Esse tipo de aventura é ideal para quem quer fugir da cidade ou até explorar as trilhas em parques nas regiões metropolitanas. Simplificando, ele é como um bate-volta na trilha.