Veja a agenda dos candidatos à prefeitura de Salvador para esta quarta-feira (21)

Agendas estão seguindo a ordem alfabética dos candidatos registrados no TRE
Montagem R7 BA


Todos os dias o R7 BA vai divulgar a agenda dos sete candidatos à prefeitura de Salvador. Serão postados os compromissos do dia posterior dos políticos em uma única nota, seguindo a ordem alfabética dos candidatos registrados no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Veja as agendas:

ACM Neto (coligação “Orgulho de Salvador”)

Às 11h30, o candidato concede entrevista a uma emissora de TV e, de lá, segue para caminhada no Curuzu, prevista para 12h30, com ponto de encontro na avenida Lima e Silva com a rua do Curuzu. Pela tarde, a partir de 15h, ACM Neto cumpre agenda administrativa. Está marcado para 16h30 uma caminhada em Alto de Coutos, com ponto de encontro na rua 14 de Julho, seguido de outra caminhada em Fazenda Coutos e Bate Coração, ás 17h30, com ponto de encontro na Estrada da Base Naval.  Por fim, está agendado para 19h um evento de candidato a vereador no Subúrbio

Alice Portugal (coligação “Sim para Salvador!”)

A candidata concede entrevista a uma rádio de Salvador entre 7h30 e 8h30. Depois, participa carreata no CAB (Centro Administrativo da Bahia), entre 12h e 14h. Por fim, está uma marcado a passagem da caravana do partido no bairro da Ribeira, de 15h ás 16h.

Célia Sacramento (PPL)

Pela manhã, está marcado para 8h uma caminhada em Paripe e cumprimento de agenda administrativa a partir de 10h. Às 15h, haverá uma reunião candidatos a vereador. Depois a candidata participa de um debate na Faculdade Montessoriano, às 17h30, e na Faculdade Maurício de Nassau, às 19h.

Claudio Silva (coligação “Salvador merece mais”)

O candidato Cláudio Silva, pela manhã, faz caminhada com panfletagem nos bairros Fazenda Grande do Retiro e São Caetano.
Depois, grava programa eleitoral. Pela tarde, o candidato realiza caminhada por diversos bairros da cidade. Já pela noite, Cláudio Silva grava programa eleitoral.

Da Luz (PRTB)

Da Luz irá conceder entrevista a uma rádio local pela manhã. A tarde, estará ao vivo na sua rede social, às 13hs, e depois visita a região de Cajazeiras. Às 20h30, o candidato volta rede social para responder as perguntas dos eleitores.

Fábio Nogueira (coligação “Agora é com a gente”)

Durante a manhã, está marcada uma panfletagem no Relógio de São Pedro/ Praça da Sé / Pelourinho, entre 8h e 12h. Pela tarde, ás 13h, o candidato grava programa eleitoral e, ás 16h, faz caminhada na entrada de Boa Vista de São Caetano. Por fim, está marcada uma entrevista para uma rádio ás 18h30 e um ato de apoio com artistas e ativistas de cultura, às 19hs, na sede do partido.

Pastor Sargento Isidório (coligação “Agora é a vez do povo”)

Ás 11h, o candidato concede entrevista para uma emissora de televisão. Depois, irá para uma caminhada com a frota de carros de som, ás 12h30, com concentração na antiga rodoviária de 7 Portas, que segue para a região de brotas, passando pela avenida Dom João VI. Por fim, ás 19h, participa de reunião de coordenação de campanha.

Moro aceita denúncia e Lula vira réu na Lava Jato

Além de Lula, viraram réus Marisa Letícia e outras seis pessoas
Bruna Costa/Raw Image/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou réu em ação penal da Operação Lava Jato aberta nesta segunda-feira (19) pelo juiz federal Sérgio Moro. O petista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de cartel e propinas na Petrobras. A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que ele recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio — de um valor de R$ 87 milhões de corrupção — da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

É a primeira vez que o ex-presidente vai para o banco dos réus em Curitiba — sede da Lava Jato — acusado de se beneficiar do esquema de corrupção e desvios de recursos da Petrobras, que teria vigorado de 2004 a 2014, gerando um rombo de R$ 42 bilhões na estatal. Partidos da base aliada — PT, PMDB e PP — comandariam diretorias por meio das quais desviavam de 1% a 3% em propinas de contratos fechados com empreiteiras cartelizadas.

As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio de um triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantidos pela Granero de 2011 a 2016.

Na decisão, Moro ressaltou que não realizou um “exame aprofundado das provas” apresentadas pelo Ministério Público, “algo só viável após a instrução”. Segundo ele, a ressalva foi feita para não dar margem a possíveis questionamentos já que há um ex-presidente da República entre os acusados. (Veja aqui a íntegra da decisão).

Em 1º discurso após denúncia na Lava Jato, Lula diz: “Provem uma corrupção que eu irei a pé até a delegacia”

Ao todo, diz a denúncia, o ex-presidente recebeu R$ 3,7 milhões a título de propina da empreiteira OAS. Parte do valor está relacionada ao apartamento no Edifício Solaris: R$ 1,1 milhão para a aquisição do imóvel, outros R$ 926 mil referentes a reformas, R$ 342 mil para a instalação de cozinha e outros móveis personalizados, além de R$ 8 mil para a compra de fogão, micro-ondas e geladeira. O armazenamento dos bens do ex-presidente, pago também pela OAS, segundo os procuradores, custou R$ 1,3 milhão.

Além de Lula, viraram réus na ação sua mulher Marisa Letícia, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, Paulo Gordilho, arquiteto e ex-executivo da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS, Fábio Hori Yonamine, ex-presidente da OAS Investimentos e Roberto Moreira Ferreira, ligado a OAS.

Sobre Maria Letícia, Moro afirmou que pode haver “dúvidas consideráveis quanto ao dolo”, mas acrescentou que “a sua participação específica nos fatos e a sua contribuição para a aparente ocultação do real proprietário do apartamento é suficiente por ora para justificar o recebimento da denúncia”.

A Procuradoria pediu, ainda, o bloqueio de R$ 87 milhões dos denunciados — valor apontado pela corrupção envolvendo três contratos da OAS na Petrobras, em obras das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Repar, no Paraná.

No primeiro processo contra Lula, a força-tarefa imputa ao ex-presidente os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, considerados “vantagens indevidas” recebidas por ele e familiares de forma direta e indiretamente no apartamento do Guarujá e no armazenamento de bens pessoais em empresa especializada, custeada pela OAS.

A atuação de Lula como líder da organização criminosa não integra a denúncia criminal. O suposto crime de associação à organização criminosa é alvo de uma apuração aberta no STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão de deixar a imputação desse crime fora da acusação de ontem será repetida nas outras duas frentes em que o ex-presidente é investigado: a de compra e reforma do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), e a de recebimento de propinas em forma de pagamentos de palestras para a LILS Palestras e Eventos e em doações para o Instituto Lula.

Lula foi alvo de condução coercitiva, no dia 4 de março, quando foi deflagrada a 24ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Aletheia. Na ocasião, ele negou conhecer o engenheiro da OAS Paulo Gordilho, que teria participado da reforma da cozinha do triplex e de outra propriedade que investigadores atribuem a Lula, o sítio de Atibaia (SP).

Menção de Temer ao impeachment é ‘dever de cortesia’ com Assembleia Geral, diz Serra

Durante a fala de Temer na Assembleia Geral da ONU, alguns países saíram do plenário da ONU
Beto Barata/PR

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, elogiou o discurso que o presidente Michel Temer fez na manhã desta terça-feira (20) na abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Serra avaliou que a rápida menção do dirigente ao processo de impeachment “foi um dever de cortesia” para os países que participam do evento em Nova York.

— Foi um referência breve, para situar. Não diria que é uma resposta. É um dever de cortesia para com os países e com a Assembleia da ONU. É estabelecer que se trata de um novo presidente nas condições em que ele explicou.

Em seu discurso, Temer afirmou que o impedimento seguiu os trâmites da Constituição e foi processo “longo e complexo”, conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte.

Para Serra, um dos pontos de destaque do discurso de Temer hoje foi a afirmação de que a ONU não pode ser só um fórum de debates.

— Tem de tomar iniciativas no sentido de resolver as questões mundiais, sobretudo pelo diálogo, pelas discussões, pelas pressões. 

Ainda nesta terça-feira, Serra tem reuniões com Emirados Árabes, Guiana, Líbano e Reino Unido. No encontro com o chanceler inglês o ministro brasileiro disse que vai falar do interesse do Mercosul em fazer um acordo de comércio com a região.

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O ministro tem ainda uma reunião com os parceiros do G4, grupo formado pela Alemanha, Japão, Índia, além do Brasil, para discutir mudanças no Conselho de Segurança da ONU. Os países vão pedir alteração da metodologia do Conselho que, segundo o ministro, ainda está ligada à Segunda Guerra Mundial.

Ao ser perguntado sobre o motivo da falta de uma reunião bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos durante a Assembleia Geral, Serra disse que foi uma questão de agenda carregada dos dois países. Todos os encontros que o Brasil vem tendo durante os eventos em Nova York foram solicitados pelos países interessados.

— Não chegamos a solicitar nenhum encontro porque a agenda estava congestionada.

Protesto

O ministro também afirmou que não viu a saída dos presidentes que protestaram contra Temer do plenário da ONU.

— Estava na primeira fila, mas não me dei conta.

O protesto foi feito pelos presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, do Equador Rafael Correa, da Nicarágua, Daniel Ortega, e da Costa Rica, Luis Guillermo Solís. Eles levantaram-se de seus lugares no plenário e saíram de forma ostensiva, segundo relato de pessoas presentes. Raúl Castro, de Cuba, e Evo Morales, da Bolívia, também negaram-se a assistir ao discurso do brasileiro. Mas Castro e Morales sequer entraram no local.

Serra avaliou o gesto como pouco importante e disse que seu impacto internacional é “próximo de zero”. Serra ressaltou que a ONU tem quase 200 países membros e que os que protestaram não somam um número significativo.

A reação dos bolivarianos era previsível, disse o ministro, que manifestou surpresa em relação à posição da Costa Rica.

— Não sabia que a Costa Rica tinha essa posição. Vou olhar a nota (divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores daquele país) e depois posso até comentar. 

Em protesto contra Temer, países da América Latina abandonam plenário da ONU

Serra afirmou que não houve uma quantidade significativa de países que decidiram por não ouvir o discurso de Temer na Assembleia-Geral da ONU
Carlo Allegri/20.09.2016/Reuters

Líderes de seis países latinoamericanos protestaram contra o presidente Michel Temer durante a Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, da Venezuela, Nicolás Maduro, do Equador, Rafael Correa, e da Nicarágua, Daniel Ortega abandonaram o plenário no momento em que Temer entrou para realizar seu primeiro discurso perante a instituição, em Nova York. Raúl Castro, de Cuba, e Evo Morales, da Bolívia, nem chegaram a entrar no local.

O Ministério das Relações Exteriores da Costa Rica afirmou em nota que foi decidido que não iriam escutar a mensagem do presidente do Brasil. 

— Nossa decisão, soberana e individual, de não escutar a mensagem do senhor Michel Temer na Assembleia-Geral, obedece à nossa dúvida de que ante certas atitudes e atuações, se pretende ensinar sobre práticas democráticas.

Além disso, a nota fala que deram seguimento ao acontecimento por meio da embaixada do país no Brasil. 

— Por meio de nossa embaixada nesse país demos seguimento aos acontecimentos, especialmente a certos atos de violência ocorridos posteriormente à conclusão do processo de ‘impeachment’. 

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A última vez em que o presidente da Costa Rica deixou o plenário da Assembleia-Geral como gesto de protesto foi durante discurso do ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, pelo fato de que ele negava a existência do Holocausto.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse não ter visto a saída dos presidentes do plenário.

— Estava na primeira fila, mas não me dei conta.

O chanceler minimizou o gesto e disse que seu impacto internacional é “próximo de zero”. Serra ressaltou que a ONU tem quase 200 países membros e que os que protestaram não representam um número significativo.

A reação dos bolivarianos era previsível, disse o ministro, que manifestou surpresa em relação à posição da Costa Rica.

— Não sabia que a Costa Rica tinha essa posição. Vou olhar a nota e depois posso até comentar.