“Se hoje seguimos relevantes, é porque conseguimos nos reinventar”, diz curador da Bienal de SP | Noticias

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“Se hoje seguimos relevantes, é porque conseguimos nos reinventar”, diz curador da Bienal de SP
GAbriel (Foto: Christian Maldonado)

 

Assumir a curadoria do mais importante evento de arte contemporânea da América Latina é um daqueles desafios que pode assustar. Mas nada abala o novo encarregado do título, Gabriel Pérez-Barreiro, que, com bom português, recebeu a GQ Brasil durante a montagem da mostra que pretende receber 900 mil pessoas entre os meses de setembro e dezembro deste ano.

Assim que teve o nome anunciado, em janeiro de 2017, Gabriel sinalizou que mudaria bastante o caminho do evento. Críticas e dúvidas iniciais vieram, todas ignoradas:
“A essência da Bienal é a mudança. Se hoje seguimos relevantes é porque conseguimos nos questionar e nos reinventar”, reflete o curador, que confessa ter achado o convite interessante quando percebeu que teria liberdade criativa: “Não gostaria de reproduzir modelos antigos”.

Para esta edição, diminui-se o número de obras e autores expostos. A ideia é evitar um excesso de informação ao público, com respiros para processar e compreender as obras. Gabriel escolheu sete artista-curadores para trabalharem sem um tema específico – tornando a produção mais orgânica e propiciando “Afinidades Afetivas”, título escolhido para esta edição. Com isso, o espanhol pode recorrer a uma de suas virtudes: o poder educacional da arte. Foi na educação que Gabriel entrou para o mundo artístico. Ainda jovem, não pensava em ser curador.

Filho de tradutores, cogitou ser músico e tinha como grande amor a literatura. Já na universidade se apaixonou pela arte, nas aulas de história. A partir daí, fez parte de grupos de estudo na Inglaterra e, nessa época, passou a trabalhar no setor. Obcecado por pesquisa, rodou o mundo e se aprofundou na cultura latino-americana – inicialmente na Argentina e depois no Brasil, onde desembarcou pela primeira vez em 1991.

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O curador diz que São Paulo é a metrópole dos sonhos para se fazer uma Bienal. “A cidade respira arte. O sinal disso é que 900 mil pessoas – de quase 20 milhões que vivem aqui – vão à exposição. Nenhum outro lugar no mundo possui essa relevância”, empolga-se. Agora, Gabriel Pérez-Barreiro se apressa para deixar tudo perfeito para a 33a Bienal, esperando que os visitantes encontrem, nos largos corredores do icônico prédio no Parque do Ibirapuera, suas afinidades afetivas.


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