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YouTube lança plataforma de música e serviço por assinatura no Brasil
SAO PAULO, BRAZIL - MAY 23: Anitta performs live on stage during the MTV MIAW 2018 at Citibank Hall on May 23, 2018 in Sao Paulo, Brazil. (Photo by Mauricio Santana/Getty Images) (Foto: Getty Images)

 

Se você prefere ouvir música no YouTube - tiazona ou não -, o Google espera que você continue por lá, só que de uma maneira um pouco diferente. A empresa lança na tarde desta terça-feira (24) o YouTube Music. O serviço deve substituir o Google Music no decorrer dos próximos meses, funciona em paralelo com o YouTube e será uma alternativa ao Spotify com atrativos que lembram muito o rival. O mais importante? Além de curtí-lo de graça, há a opção por um serviço de assinatura que livra o usuário da publicidade e oferece acesso irrestrito - neste caso a produções originais que ainda estão para ser lançadas.

Com o Music, a equipe adaptou a velha plataforma de vídeos ao formato de apps musicais populares. Dá para continuar ouvindo faixas musicais mesmo com o aplicativo em background ou baixar conteúdo para ouvir offline, por exemplo. Um conjunto de 'prateleiras' organiza artistas e canções em playlists com curadoria do Google - hoje, já são mais de 7 mil delas disponíveis no Music. Os vídeos mesmo ficam em uma sessão própria, e você pode pausar as imagens mas continuar ouvindo ao áudio.

A assinatura do Music começa em R$ 16,90 ao mês, com um plano família de R$ 25,50 para até seis membros da família (maiores de 13 anos) na mesma casa.

O YouTube Premium, versão 'de luxo' do YouTube lançada também esta terça que oferece conteúdo original, reprodução em segundo plano, download de vídeos e navegação sem publicidade, inicia em R$ 20,90 com um plano família idéntico de R$ 31,90. Se você optar por nunhum dos dois serviços, nada muda na sua experiência com a plataforma: é o YouTube de sempre para você.

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 (Foto: Divulgação)

 

O Music, junto do serviço Premium, estabelece um novo momento para o YouTube no país: focada na publicidade desde 2007 no Brasil, esta é a primeira vez que a rede de vídeos oferece plataformas de assinatura no país.

Com o Music, o Google pretende capitalizar na população de 1 bilhão de fãs de música que consome o conteúdo do YouTube ao redor do mundo, além de dar mais opções para internautas brasileiros, que compõem a terceira maior audiência global da plataforma. São 1,9 bilhão de usuários logados mensalmente, e um potencial que rivaliza grandes mercados - considere Kondzilla, por exemplo, cujos vídeos têm tempo de visualização 17x maior que os do Drake.

O pulo do gato para a plataforma é transformar todos esses navegantes do YouTube em fãs do Music. O que não é tão simples assim: vide o app YouTube Gaming, que será descontinuado em março sem ter oferecido a um dos maiores públicos da rede motivos para migrar. Além disso, quem ouve música pelo YouTube geralmente o faz pelo formato mais informal da parada: o YouTube, afinal, é o lugar para trilhas sonoras obscuras e colagens de lo-fi hip-hop de 24 horas, muitas vezes publicados por anônimos. Muito distante do ambiente de curadoria, limpinho e arrumadinho, do Spotify e Deezer.  

"Todo conteúdo está lá", garante Sandra Gimenez, líder da vertical de música para a América Latina, em coletiva para jornalistas. E isso significa também todo o conteúdo de perfil mais colaborativo: o sistema de busca do Music filtra e entrega covers e coreografias, por exemplo, conteúdo feito por usuários sobre produção já existente e sem a mediação de empresas e gravadoras.

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Além do conteúdo, a aposta está na inteligência de busca do Google: 80% de toda visualização de música no YouTube hoje em dia é sugerida pelo algoritmo - esse número no Brasil varia entre 65% e 75%. No Music, a estratégia significa Mixtapes montadas automaticamente de acordo com o gosto do usuário e uma busca capaz de reconhecer todo tipo de demanda: do título a parte da letra até detalhes estúpidos. Digite "musica do deserto da anira" ou "trocando de biquíni sem parar" e, segundo o Google, você provavelmente vai achar o que está procurando.

Para quem ganha dinheiro com o YouTube, o sistema é feito para ser complementar. "O Music vai chegar não só como experiência Premium de assinatura, mas ad-supported também", diz Cauã Taborda, gerente de comunicação do Google, em coletiva para a imprensa. "É uma receita adicional, dependendo do tipo de contato que o criador tem com a plataforma", completa Sandra Gimenez. "O criador tem um tipo de contrato, e recebe um percentual da receita por isso, independentemente de ser por anúncio ou por assinante."


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