Bovespa opera em alta, com investidores atentos a riscos


Nesta segunda-feira (11), Ibovespa recuou 1,46%, a 123.255 pontos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta terça-feira (12), com ações domésticas voltando a atrair compradores externos, embora investidores sigam alertas com notícias da Covid-19 e de riscos fiscais no Brasil.
Às 12h40, o Ibovespa subia 0,9%, aos 124.368 pontos. Veja mais cotações.
Ações de maior liquidez, como Petrobras, bancos e algumas empresas de metais, conduziam o Ibovespa para cima, com o fluxo positivo de recursos de investidores estrangeiros na bolsa paulista.
No dia anterior, o Ibovespa fechou em queda de 1,46%, a 123.255 pontos, com investidores embolsando ganhos após recordes de alta nos mercados globais. Também pesaram notícias sobre um eventual novo pedido de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Cenário local
A demanda por ações de empresas exportadoras, potenciais beneficiárias da escalada recente do dólar contra o real, e de companhias ligadas ao mercado doméstico vistas como mais preparadas para capitalizar com a recuperação da atividade econômica, ditava os destaques positivos da sessão.
“O cenário pode indicar investidores comprando, em busca de papéis baratos após a queda da véspera, mas o cenário permanece volátil”, resumiu a equipe da Levante Investimentos à Reuters.
Diversos relatórios nesta terça apontaram para uma série de riscos no radar que podem fazer o fluxo mudar de direção, considerando aspectos domésticos.
Um deles é o de consequências econômicas da pandemia se espalhem por 2021, incluindo inflação maior e ampliação dos programas de auxílio emergencial. O IPCA subiu 1,35% em dezembro, fechando o ano com avanço de 4,52%, acima das previsões do mercado.
“O avanço da pandemia em praticamente todos os estados brasileiros traz à tona uma nova rodada de discussões sobre novas medidas de auxílio para a população mais vulnerável, o que esbarra na questão fiscal”, afirmou a equipe da Consulenza Investimentos, em nota a clientes.
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G1
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