Dólar opera em queda, seguindo exterior e com inflação no radar


Na segunda-feira (11), moeda norte-americana fechou em alta de 1,69%, a R$ 5,5031, maior cotação em dois meses. Notas de dólar
pasja1000/Creative Commons
O dólar opera em queda nesta terça-feira (12), com o mercado de câmbio seguindo o respiro visto no exterior, conforme investidores avaliavam o cenário da pandemia e aguardavam a safra de balanços nos Estados Unidos.
Às 12h40, a moeda norte-americana caía 1,17%, vendida a R$ 5,4388. Veja mais cotações.
Na segunda-feira (12), o dólar fechou em alta de 1,69%, a R$ 5,5031, no maior nível desde 5 de novembro (R$ 5,5455 ).
Em quatro pregões seguidos de alta, a cotação acumulou ganhos de 4,54%. Desde 10 de dezembro, quando bateu uma mínima em seis meses (R$ 5,0417), a moeda salta 9,16% e, apenas em 2021, ganha 6,01%.
Cenário global e local
As preocupações com a pandemia seguiam, mas o que vem ganhando espaço nas discussões de analistas é a abertura das taxas dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos, movimento que no geral aumenta o apelo do dólar frente a rivais.
“Vale observar, entretanto, que, no Brasil, a preocupação fiscal segue como principal fator que mantém o real depreciado e continuará como um dos temas principais em 2021”, disse a Rico em relatório à Reuters. A casa ainda estima dólar a R$ 4,90 ao fim do ano e com potencial de apreciação adicional se o cenário global continuar a sugerir o dólar mais fraco ante moedas emergentes.
A piora relativa do real é associada também ao nível de juros, com a Selic na mínima histórica de 2% deixando a moeda brasileira como opção barata para hedge ou mesmo como fonte de financiamento.
Uma das discussões no mercado doméstico é se o Banco Central poderia ser forçado a antecipar a normalização da política monetária, cujo início está previsto atualmente para agosto, num contexto em que a inflação surpreende para cima. O IPCA terminou 2020 com alta acumulada de 4,52%, a maior taxa em quatro anos e acima da meta de 4%, embora dentro do intervalo de tolerância (entre 2,5% e 5,5%).
Economistas cobram reformas de Bolsonaro após presidente dizer que Brasil está quebrado
Histórico da variação do dólar
G1
VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

Cresta Help Chat
Send via WhatsApp