‘Estupro culposo não existe’, diz Weintraub sobre caso Mari Ferrer

Na imagem, André Aranha, acusado de estupro

Na imagem, André Aranha, acusado de estupro
Reprodução/Redes sociais

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou, por meio das redes sociais, que “estupro culposo não existe” ao comentar sobre o caso da influenciadora Mariana Ferrer.

“Estupro culposo (sem intenção) não existe! Relativização de crimes é fruto do marxismo cultural. ‘Ninguém é absolutamente culpado de nada, somos todos vítimas da sociedade machista’. Em um Brasil conservador, os canalhas terão receio em se aproveitarem das pessoas mais fracas”, afirmou Weintraub.

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O caso do estupro culposo gerou revolta nas redes sociais – o episódio envolve a influenciadora Mariana Ferrer, que acusa o empresário André Camargo de Aranha de estupro em um beach club de luxo na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, em 2018.

Aranha foi absolvido em 9 de setembro pelo juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, por falta de provas. Mas, o que provocou a indignação não foi somente a decisão da Justiça, mas o termo usado para justifica-la: “estupro culposo”, sem a intenção de estuprar.

Weintraub disse que luta por um Brasil “onde cafajeste (estuprador ou não) não fique à vontade para se ‘divertir’ com o filho dos outros”. “Não importa como a vítima está vestida, se é virgem, tem cabelo azul ou não. Todos têm direitos iguais”, escreveu.

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O ex-ministro da Educação acrescentou ainda que um erro não justifica o outro. “Uma pessoa não pode ser estuprada por estar bêbada, drogada, pelada, em coma hipoglicêmico, ser prostituta ou estar sozinha no meio de uma torcida organizada. Na marra é estupro e precisa ser punido”, concluiu.

 

 

 

 

 

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