Tempestade Eta mata cerca de 100 pessoas na América Central

Apesar de ter perdido intensidade, a tempestade Eta deixou cerca de 100 mortos na América Central, informam os governos locais nesta sexta-feira (6). Em vários países da região, milhares de pessoas estavam esperando para serem resgatadas, depois que a tempestade provocou inundações e deslizamentos de terra, além de danificar pontes e estradas

A maior parte das vítimas, cerca de 50 pessoas, morreram em vilarejos indígenas no norte da Guatemala e os números ainda devem aumentar, já que as áreas atingidas são bastante remotas. Há milhares de desabrigados no país. Na aldeia Quejá, as chuvas constantes provocaram um deslizamento de terra e pedras que soterrou 150 casas, disse o coronel Rubén Téllez.

O presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, garantiu que equipes de resgate e soldados chegaram a Quejá para realizar o trabalho de resgate dos corpos. Além disso, seu governo passou a distribuir alimentos para o restante das áreas afetadas pelo Eta, que já estava no Mar do Caribe, a caminho de Cuba.

O Eta, que atingiu a Nicarágua na última terça-feira (3) como um poderoso furacão de categoria 4, estava localizado 130 quilômetros a leste-nordeste de Belize, com ventos máximos sustentados de 55 km/h e estava se movendo em direção a Cuba a uma velocidade de 11 km/h, segundo dados do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos

Ao menos cinco pessoas morreram no Panamá, quatro em Honduras, duas na Costa Rica e duas na Nicarágua. Também nesses países a situação é dramática, com centenas de pessoas sendo resgatadas nos telhados de suas casas

Agora, moradores de Pimienta, em Honduras, se esforçam para retomar a vida, retirando a lama, o lixo e os entulhos de dentro de suas casa

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) alerta para os efeitos ainda duradouros de possíveis “inundações catastróficas e perigosas em diversas partes da América Central, além de deslizamentos”

Ao longo dos dias, ele foi perdendo força, tendo chegado como uma tempestade na Guatemala. Nesta sexta, o fenômeno foi reclassificado para depressão tropical (com ventos de até 61km/h) e segue percurso através do Mar do Caribe. No entanto, especialistas alertam que ele pode voltar a ganhar força e causar danos em Cuba, na Jamaica e na Flórida (EUA)

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